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São Paulo confirma novos casos de sarampo e estado soma 40 ocorrências em 2026

O Estado de São Paulo chegou a 40 casos confirmados de sarampo em 2026 após o registro de quatro novas ocorrências na capital. O monitoramento epidemiológico aponta tendência de queda

São Paulo confirma novos casos de sarampo e estado soma 40 ocorrências em 2026
Airton Guimes da Silva
  • Publishedoutubro 1, 2026

Apesar do surgimento de novos registros na capital, monitoramento do Centro de Vigilância Epidemiológica aponta tendência de redução na transmissão do vírus.

Por Matheus Crobelatti – Agência Brasil – Publicado em 01/10/2026 às 15:33 – Foto: Paulo Pinto

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou quatro novas ocorrências de sarampo, elevando para 40 o total de infecções identificadas ao longo de 2026. Segundo dados do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP), os pacientes diagnosticados são moradores da capital paulista: dois homens, de 18 e 21 anos, e uma bebê de 1 ano.

Os novos registros estão diretamente vinculados a cadeias de transmissão rastreadas e acompanhadas pelas equipes sanitárias desde junho. As cadeias de transmissão do sarampo mostram o caminho que o vírus faz de uma pessoa doente para uma pessoa saudável. Apesar das confirmações, a vigilância epidemiológica indica uma tendência de desaceleração do contágio. Municípios como Guarulhos e São Bernardo do Campo trabalham com a perspectiva de encerrar em breve o monitoramento das cadeias locais associadas aos casos anteriores.

Concentração de Casos e Prevenção Gratuita

A capital paulista responde por 90% dos diagnósticos registrados no estado, acumulando 36 das 40 ocorrências do ano. As demais foram contabilizadas em São Bernardo do Campo (2), Guarulhos (1) e Santo André (1). Um dos pontos de maior preocupação para as autoridades sanitárias é a baixa adesão à prevenção: dos 40 casos identificados no ano, 30 envolveram pessoas sem histórico vacinal ou com o esquema contra o sarampo incompleto.

A Secretaria de Saúde reforça que a vacinação é a principal e mais segura forma de prevenção contra a doença. O imunizante utilizado é a vacina tríplice viral, que garante proteção também contra caxumba e rubéola. A dose é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) distribuídas pelos 645 municípios paulistas.

Veja quem deve tomar a vacina:

  • Crianças: Primeira dose aos 12 meses e segunda dose aos 15 meses.
  • De 15 meses a 29 anos: Duas doses da vacina com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.
  • De 30 a 59 anos: Devem ter pelo menos uma dose da vacina registrada na caderneta.
  • Trabalhadores da saúde: Devem ter duas doses da vacina, independentemente da idade.
  • Dose zero para bebês: Aplicada em crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A dose zero também pode ser indicada para quem teve contato com suspeitos ou confirmados da doença, conforme avaliação das equipes de vigilância, mas não substitui as doses do calendário regular (aos 12 e 15 meses).

* Matheus Crobelatti é estagiário da Agência Brasil. Matéria escrita sob supervisão de Odair Braz Junior.

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