Linfoma não Hodgkin: entenda o câncer que levou à internação do cantor Netinho
O cantor Netinho foi internado em Salvador após o reaparecimento do linfoma não Hodgkin, câncer que afeta as células do sistema linfático. A doença abrange mais de 20 subtipos, com
Doença tem origem no sistema imunológico e abrange mais de 20 subtipos diferentes; confira os principais sintomas, formas de tratamento e diferenças em relação ao linfoma de Hodgkin.
Por Redação g1 – Publicado em 01/10/2026 às 15:22 – Foto: Reprodução/Internet
A nova internação do cantor Netinho, de 59 anos, no Hospital Aliança Star, em Salvador, reacendeu o alerta sobre o linfoma não Hodgkin (LNH). O artista, que havia iniciado o tratamento contra o câncer no sistema linfático em março de 2025 e chegado a obter a remissão, precisou ser hospitalizado novamente após a reincidência da doença. O reaparecimento da enfermidade exige um acompanhamento médico intensivo e o afastamento temporário do músico das redes sociais.
O linfoma não Hodgkin não é uma enfermidade única, mas sim um grupo heterogêneo composto por mais de 20 tipos de cânceres, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). A patologia se origina quando as células do sistema linfático — parte integrante do sistema imunológico encarregada de defender o organismo contra infecções — passam a se multiplicar e a se espalhar de forma desordenada.
Sintomas, Diagnóstico e Diferenças entre os Linfomas
Como os tecidos do sistema linfático encontram-se distribuídos por todo o corpo, o câncer pode ter início em diversos órgãos ou tecidos. A identificação precoce dos sinais clínicos e a realização de exames histopatológicos são etapas cruciais para a definição da conduta terapêutica ideal para cada paciente.
- Sintomas principais: O sinal mais comum é o aumento indolor dos gânglios linfáticos (ínguas), perceptível no pescoço, axilas e virilha. Outros sintomas recorrentes incluem febre, suores noturnos intensos, tosse, coceira persistente na pele, cansaço extremo e perda involuntária de peso.
- Diferença para o Linfoma de Hodgkin: A distinção entre as duas patologias é realizada via biópsia. No linfoma de Hodgkin, identificam-se as células atípicas de Reed-Sternberg, e a disseminação dos tumores segue um padrão ordenado e previsível. Já o linfoma não Hodgkin abrange um espectro mais amplo de subtipos, com comportamentos que variam entre indolentes (evolução lenta) e agressivos.
- Opções de tratamento: A conduta terapêutica depende do subtipo identificado e do estadiamento da doença, podendo envolver quimioterapia, imunoterapia, radioterapia, transplante de medula óssea, terapias-alvo e a tecnologia CAR T-cell. De acordo com a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), as chances médias de cura para o LNH variam entre 60% e 70%.
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