Boa tarde • quinta-feira, 27 de agosto de 2026 •
Exercício físico é aliado potente contra a depressão e atua mais rápido que remédios | revistasaudeemforma.com.br
x
Close

CNPJ 59.681.458/0001-04

ESTILO DE VIDA

Exercício físico é aliado potente contra a depressão e atua mais rápido que remédios

Pesquisadores da Universidade da Austrália do Sul identificaram que a prática regular de atividades físicas pode ser 1,5 vez mais eficaz do que medicamentos ou psicoterapia para amenizar sintomas de

Exercício físico é aliado potente contra a depressão e atua mais rápido que remédios
Airton Guimes da Silva
  • Publishedagosto 27, 2026

Pesquisa da Universidade da Austrália do Sul mostra que intervenções de até 12 semanas superam psicoterapia e medicamentos na redução de sintomas de depressão e ansiedade.

Por Redação — Publicado em 27/08/2026 16:00 – Foto: Freepik

Um estudo abrangente conduzido por pesquisadores da Universidade da Austrália do Sul (UniSA) revelou que a atividade física pode ser até 1,5 vez mais eficaz do que a psicoterapia ou o uso de medicamentos no combate à depressão. A revisão, publicada no British Journal of Sports Medicine, destaca que intervenções de exercícios mantidas por até 12 semanas promovem reduções significativas nos sintomas de saúde mental, aliviando o estresse e a ansiedade de forma rápida.

“Nossa revisão mostra que as intervenções de atividade física podem reduzir significativamente os sintomas de depressão e ansiedade em todas as populações clínicas, com alguns grupos mostrando sinais ainda maiores de melhora”, afirmou Ben Singh, pesquisador líder da UniSA.

Abrangência inédita e populações beneficiadas

Considerado o trabalho mais amplo já realizado sobre o tema, o estudo analisou dados de 97 revisões, somando 1.039 ensaios e 128.119 participantes. Foi a primeira pesquisa a avaliar os impactos de diversas modalidades de exercícios em adultos com diferentes perfis de saúde.

Os resultados apontaram benefícios acentuados principalmente em:

  • Pessoas com diagnóstico de depressão;
  • Mulheres grávidas e no período pós-parto;
  • Indivíduos saudáveis;
  • Pacientes diagnosticados com HIV ou doença renal.

Todos os exercícios ajudam, mas intensidade potencializa o ganho

De acordo com os cientistas, todas as formas de movimento se mostraram benéficas — incluindo exercícios aeróbicos (como caminhada e corrida), treinamento de resistência (musculação), pilates e ioga. Contudo, para quadros de depressão e ansiedade, as práticas de maior intensidade e duração ligeiramente mais longa apresentaram os melhores resultados.

“É importante ressaltar que a pesquisa mostra que não é preciso muito para o exercício fazer uma mudança positiva em sua saúde mental. Esperamos que esta revisão ressalte a necessidade de atividade física como uma abordagem essencial para controlar a depressão e a ansiedade”, destacou Carol Maher, pesquisadora sênior e professora da UniSA.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada oito pessoas no mundo vive com algum transtorno mental, gerando um custo global projetado de US$ 6 trilhões até 2030. A inclusão da prática de exercícios no cotidiano surge, portanto, como uma estratégia acessível e de alto impacto para a saúde pública mundial.

Saiba mais 📲https://revistasaudeemforma.com.br/