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CARDIOLOGIA

Saúde do Coração: Mortes por Doenças Cardiovasculares Podem Superar 462 Mil ao Ano no Brasil em 2030

Projeção da Sociedade Brasileira de Cardiologia indica que o total de óbitos pode saltar de 417,5 mil para 462,5 mil ao ano; em 2026, país já acumula mais de 318

Saúde do Coração: Mortes por Doenças Cardiovasculares Podem Superar 462 Mil ao Ano no Brasil em 2030
Airton Guimes da Silva
  • Publishedoutubro 17, 2026

Projeção da Sociedade Brasileira de Cardiologia indica que o total de óbitos pode saltar de 417,5 mil para 462,5 mil ao ano; em 2026, país já acumula mais de 318 mil mortes por problemas no coração.

Por Agência O Globo — Rio de Janeiro — Publicado em 17/10/2026 11:27 – Foto: Magnifc

O número absoluto de mortes causadas por doenças cardiovasculares no Brasil poderá registrar um crescimento de 10,8% até o ano de 2030, segundo estimativas divulgadas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Caso a tendência observada nas últimas duas décadas seja mantida, o total anual de óbitos deve saltar de 417.550 (registrados em 2024) para 462.573.

O levantamento faz parte do recém-lançado Hub de Doenças Cardiovasculares, desenvolvido em parceria com a World Heart Federation (WHF) e apresentado durante o 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, no Rio de Janeiro.

De acordo com a ferramenta Cardiômetro, integrada ao novo Hub, uma pessoa morre a cada 72 segundos por doenças do coração ou vasos sanguíneos no país. Até o dia 16 de outubro de 2026, o Brasil acumulava 318.945 mortes, o que representa uma média de 1.194 óbitos por dia — ou cerca de 50 a cada hora.

Mudança de Cenário e Desigualdades Regionais

O cardiologista Antonio Luiz Pinho Ribeiro, coordenador da plataforma, enfatiza que a projeção retrata um cenário provável caso não haja mudanças estruturais nas políticas públicas e nos hábitos da população.

“A previsão não determina exatamente qual será o patamar em 2030, principalmente se houver mudanças significativas na prevalência de fatores de risco, na ampliação do acesso ao diagnóstico e ao tratamento e na implantação de políticas públicas de prevenção”, afirma o especialista.

Embora o número absoluto de mortes tenda a crescer com o envelhecimento populacional, a taxa proporcional de mortalidade caiu 36% nas últimas duas décadas — passando de 306,4 mortes por 100 mil habitantes em 2000 para 195 em 2024.

O mapeamento também destaca fortes disparidades regionais: Alagoas lidera o índice nacional com a maior taxa de mortalidade (245,5 óbitos por 100 mil habitantes), seguido por Amapá (225,1) e Mato Grosso do Sul (220,4). Médicos reforçam que o controle da hipertensão, do diabetes, da obesidade, do tabagismo e do sedentarismo é crucial para reverter as projeções.

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