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SAÚDE SEXUAL

Quando a testosterona é realmente baixa? Médicos cravam os níveis de referência

Sociedades médicas brasileiras divulgaram o 1º consenso sobre testosterona baixa. O documento fixa o valor abaixo de 264 ng/dL como deficiência e alerta que a reposição só é indicada para

Quando a testosterona é realmente baixa? Médicos cravam os níveis de referência
Airton Guimes da Silva
  • Publishedagosto 28, 2026

Documento elaborado por entidades como SBEM e SBU fixa valores de referência no sangue e reforça que a reposição hormonal só deve ocorrer em casos de hipogonadismo confirmado.

Por Redação — Publicado em 28/08/2026 16:31 – Foto: Magnific

As principais sociedades de medicina do país — incluindo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) — lançaram o primeiro posicionamento conjunto para definir o diagnóstico de hipogonadismo e estabelecer parâmetros claros sobre o que é considerado testosterona baixa no Brasil.

A iniciativa visa padronizar a conduta médica, combater a prescrição desenfreada de hormônios para fins estéticos e esclarecer que valores reduzidos em exames isolados nem sempre justificam a reposição hormonal.

Parâmetros e critérios estabelecidos no consenso

  • Abaixo de 264 ng/dL: Nível considerado baixo (deficiência de testosterona total). É o marco em que a investigação médica para hipogonadismo ganha força.
  • Entre 264 e 350 ng/dL: Zona cinzenta. O valor isolado não confirma o problema e exige nova dosagem laboratorial acompanhada de rigorosa análise clínica.
  • Acima de 350 ng/dL: Nível considerado normal. Nível saudável que dispensa terapias de reposição hormonal.
  • Meta terapêutica: Para quem realmente tem hipogonadismo, a faixa-alvo durante a reposição deve ser mantida entre 400 e 600 ng/dL.

Os especialistas reforçam que o diagnóstico só é concluído ao somar a confirmação em exames de sangue à presença de sintomas específicos, como queda acentuada da libido, redução de ereções espontâneas, disfunção erétil, fadiga crônica e perda de massa muscular.

Mudanças no estilo de vida vêm primeiro

O consenso destaca que alterações cotidianas — como obesidade, estresse, privação de sono e sedentarismo — podem derrubar temporariamente as taxas hormonais, caracterizando um “hipogonadismo funcional”. Nesses casos, o tratamento principal é o ajuste de hábitos e o emagrecimento, e não a reposição por medicamentos.

SERVIÇO / INFORMAÇÃO ÚTIL

  • Publicação: Posicionamento Conjunto sobre Hipogonadismo Masculino (SBEM / SBU / ABEMSS)
  • Diagnóstico obrigatório: Exames repetidos de testosterona total + presença de sintomas clínicos
  • Alerta: A dosagem do hormônio não deve ser feita em check-ups de rotina sem suspeita médica

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