Quando a testosterona é realmente baixa? Médicos cravam os níveis de referência

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Documento elaborado por entidades como SBEM e SBU fixa valores de referência no sangue e reforça que a reposição hormonal só deve ocorrer em casos de hipogonadismo confirmado.

Por Redação — Publicado em 28/08/2026 16:31 – Foto: Magnific

As principais sociedades de medicina do país — incluindo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) — lançaram o primeiro posicionamento conjunto para definir o diagnóstico de hipogonadismo e estabelecer parâmetros claros sobre o que é considerado testosterona baixa no Brasil.

A iniciativa visa padronizar a conduta médica, combater a prescrição desenfreada de hormônios para fins estéticos e esclarecer que valores reduzidos em exames isolados nem sempre justificam a reposição hormonal.

Parâmetros e critérios estabelecidos no consenso

Os especialistas reforçam que o diagnóstico só é concluído ao somar a confirmação em exames de sangue à presença de sintomas específicos, como queda acentuada da libido, redução de ereções espontâneas, disfunção erétil, fadiga crônica e perda de massa muscular.

Mudanças no estilo de vida vêm primeiro

O consenso destaca que alterações cotidianas — como obesidade, estresse, privação de sono e sedentarismo — podem derrubar temporariamente as taxas hormonais, caracterizando um “hipogonadismo funcional”. Nesses casos, o tratamento principal é o ajuste de hábitos e o emagrecimento, e não a reposição por medicamentos.

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