Boa noite • sexta-feira, 02 de outubro de 2026 •
Pele e olhos amarelos? Entenda por que a icterícia é sinal de alerta para o fígado | revistasaudeemforma.com.br
x
Close

CNPJ 59.681.458/0001-04

CUIDADOS COM A PELE

Pele e olhos amarelos? Entenda por que a icterícia é sinal de alerta para o fígado

A icterícia, caracterizada por pele e olhos amarelos, é causada pelo acúmulo de bilirrubina no sangue devido a disfunções no fígado ou vias biliares. Acompanhada por vezes de urina escura

Pele e olhos amarelos? Entenda por que a icterícia é sinal de alerta para o fígado
Airton Guimes da Silva
  • Publishedoutubro 2, 2026

Condição é provocada pelo acúmulo de bilirrubina no sangue e pode ser provocada por hepatites, cirrose, gordura no fígado ou cálculo biliar.

Por Dr. Lucas Nacif – Publicado em 02/10/2026 às 16:43 – Foto: Divulgação

Perceber a parte branca dos olhos ou a pele com uma tonalidade amarelada não deve ser ignorado. Esse sinal clínico, conhecido como icterícia, ocorre devido ao acúmulo de bilirrubina na corrente sanguínea. A substância é um pigmento amarelo produzido naturalmente pela quebra das hemácias (glóbulos vermelhos) que precisa ser processado pelo fígado e excretado pelas vias biliares.

Segundo o cirurgião do aparelho digestivo e diretor médico da Hepatoclin, Dr. Lucas Nacif, a icterícia não é uma patologia isolada, mas um indicador de que o metabolismo hepático ou a drenagem da bile enfrentam disfunções. Doenças como hepatites virais, cirrose, esteatose hepática (gordura no fígado) avançada e obstruções causadas por cálculos na vesícula estão entre os fatores desencadeantes mais recorrentes.

Sintomas Associados e Fatores de Risco

Embora a alteração cromática costuma surgir primeiro nos olhos, a retenção de bilirrubina geralmente vem acompanhada de outros sinais pelo corpo:

  • Urina com cor escura (semelhante a chá preto ou refrigerante de cola);
  • Fezes esbranquiçadas ou bem claras (acolia fecal);
  • Coceira persistente pela pele (prurido);
  • Cansaço excessivo, náuseas e perda de apetite;
  • Dor ou desconforto na região abdominal direita.

Estudos citados pela Sociedade Brasileira de Hepatologia apontam que a esteatose hepática afeta cerca de 20% da população geral no Brasil, índice que salta para até 70% entre indivíduos com diabetes tipo 2. Outros fatores que elevam os riscos incluem consumo crônico de álcool, uso de certos medicamentos sem supervisão e histórico familiar.

O diagnóstico preciso envolve exames de sangue e ultrassonografia para descartar outras hipóteses não hepáticas, como reações alimentares ou distúrbios metabólicos, permitindo direcionar o tratamento correto.

Saiba mais 📲https://revistasaudeemforma.com.br/