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ALIMENTAÇÃO

O Que É Low FODMAP? Dieta Seguida por Gabi Brandt e Mais Famosas

A dieta Low FODMAP, seguida pela influenciadora Gabi Brandt, é um protocolo nutricional voltado para o alívio de sintomas da Síndrome do Intestino Irritável e distúrbios digestivos. A estratégia restringe

O Que É Low FODMAP? Dieta Seguida por Gabi Brandt e Mais Famosas
Airton Guimes da Silva
  • Publishedsetembro 23, 2026

Protocolo nutricional é voltado para o alívio de sintomas gastrointestinais como gases, dores e estufamento; estratégia é dividida em etapas e não tem o emagrecimento como foco.

Por Rahabe Barros / Redação — Publicado em 23/09/2026 – 17:19 – Foto: Instagram @gabibrandt / Unsplash

A dieta Low FODMAP tem ganhado destaque nas redes sociais e entrado na rotina de personalidades como a influenciadora e empresária Gabi Brandt. Apesar de sua popularidade recente no meio artístico, especialistas reforçam que a estratégia não é uma dieta da moda e tampouco possui a perda de peso como objetivo principal.

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Low FODMAP], dieta seguida por Gabi Brandt, não significa cortar alimentos para sempre — Foto: Instagram

Em entrevista ao portal gshow, a nutricionista clínica e esportiva funcional Laís Veloso explica que a metodologia é um protocolo terapêutico voltado ao controle de sintomas gastrointestinais. A intervenção é amplamente recomendada por entidades internacionais, como a American Gastroenterological Association, sendo uma das principais estratégias no manejo da Síndrome do Intestino Irritável (SII) e de desconfortos provocados por condições como a endometriose.

Afinal, o que são FODMAPs e por que causam desconforto?

A sigla em inglês reúne um grupo de carboidratos de cadeia curta (Fermentable Oligosaccharides, Disaccharides, Monosaccharides and Polyols) de difícil digestão no intestino delgado. O grupo inclui a lactose, frutanos, galacto-oligossacarídeos (GOS), frutose em excesso e polióis como sorbitol e manitol.

A nutricionista aponta dois mecanismos principais que geram incômodo ao ingerir esses alimentos:

  1. Atração de água no intestino: Como não são absorvidos adequadamente, esses carboidratos retêm água no trato gastrointestinal, elevando o volume do conteúdo interno e favorecendo quadros de diarreia e distensão abdominal.
  2. Fermentação por bactérias: A permanência desses compostos no intestino faz com que a microbiota local os utilize como substrato. A fermentação gera gases como hidrogênio, metano e dióxido de carbono, provocando gases, cólicas, dor e sensação de estufamento.

Alimentos que surpreendem e as três fases do protocolo

Muitas pessoas associam a dieta apenas ao corte de itens pesados ou gordurosos, mas ingredientes fundamentais da culinária brasileira entram na lista de restrições temporárias. Alho e cebola, por exemplo, são considerados ricos em FODMAPs. Por outro lado, o leite sem lactose entra na lista de alimentos permitidos, já que a quebra desse açúcar elimina o potencial gerador de sintomas.

A especialista alerta que a fase de exclusão de alimentos não deve ser mantida para sempre. A orientação da Monash University — instituição responsável por desenvolver o protocolo — e da American Gastroenterological Association é que a etapa de restrição dure entre 2 e 6 semanas (sendo comum a aplicação por 21 a 28 dias).

O protocolo completo estrutura-se em três etapas fundamentais:

  • 1. Restrição: Retirada temporária dos alimentos ricos em FODMAPs para estabilização dos sintomas.
  • 2. Reintrodução: Fase crucial onde cada grupo de carboidratos é testado individualmente para avaliar a tolerância do organismo.
  • 3. Personalização: Montagem de um plano alimentar definitivo, onde apenas os alimentos que realmente desencadeiam desconfortos têm quantidade e frequência ajustadas.

Riscos da prática sem orientação e mitos sobre inflamação

A nutricionista adverte contra a tentativa de seguir tabelas da internet por conta própria. Restrições inadequadas podem prejudicar a flora intestinal e dificultar o diagnóstico correto, já que sintomas como gases e estufamento também podem decorrer de estresse, mastigação rápida ou consumo de gordura, café e álcool.

Além disso, a profissional desmistifica a ideia de que os alimentos ricos em FODMAPs seriam por si só “inflamatórios”. O incômodo vivenciado por algumas pessoas relaciona-se diretamente à má absorção e à fermentação de compostos específicos, e não a um processo inflamatório gerado pelos alimentos.

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