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Mounjmax e Slimex: Anvisa intensifica cerco contra canetas emagrecedoras proibidas

A Anvisa alerta para o uso de canetas emagrecedoras proibidas, como Mounjmax e Slimex. Sem registro ou segurança comprovada, esses produtos vendidos ilegalmente podem causar danos graves à saúde. Confira

Mounjmax e Slimex: Anvisa intensifica cerco contra canetas emagrecedoras proibidas
Airton Guimes da Silva
  • Publishedmaio 11, 2026

Desde janeiro, agência emite alertas sobre produtos falsificados ou sem registro sanitário comercializados ilegalmente

Por Veja/Por Paula Felix – Publicado em 11/05/2026 às 16:38

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) intensificou, desde o início de 2026, a fiscalização e a proibição de produtos comercializados ilegalmente como “canetas emagrecedoras”. Nomes como Mounjmax e Slimex estão no centro das recentes resoluções da agência por não possuírem registro sanitário no país ou por serem fabricados por empresas sem autorização de funcionamento.

A preocupação das autoridades de saúde recai sobre a venda desses itens em sites e redes sociais, muitas vezes prometendo resultados rápidos e milagrosos. Sem o crivo da Anvisa, não há garantia sobre a composição, eficácia ou segurança dessas substâncias, o que coloca a vida dos consumidores em risco.

Quais são os principais riscos?

Diferente dos medicamentos autorizados (como a semaglutida e a liraglutida, sob prescrição médica), os produtos proibidos podem conter substâncias desconhecidas ou em concentrações perigosas. Os riscos incluem:

  • Insuficiência renal e hepática: Danos graves aos rins e ao fígado.
  • Problemas cardiovasculares: Arritmias, aumento da pressão arterial e risco de infarto.
  • Falsificação: Produtos que imitam embalagens de marcas famosas, mas contêm substâncias tóxicas.
  • Efeitos colaterais graves: Náuseas extremas, desidratação e alterações psiquiátricas.

Como identificar produtos irregulares

A Anvisa recomenda que o consumidor desconfie de produtos que:

  1. Não possuem o número de registro na embalagem (que pode ser verificado no portal da Anvisa).
  2. São vendidos exclusivamente em redes sociais ou sites sem identificação clara de farmácias licenciadas.
  3. Prometem emagrecimento sem a necessidade de acompanhamento médico ou receita.

Desde janeiro, diversas resoluções foram publicadas determinando a apreensão e a proibição da propaganda desses itens. O cerco também inclui a fiscalização de laboratórios clandestinos que tentam burlar as normas sanitárias nacionais.