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MEDICAMENTOS

Mounjaro se torna o medicamento de maior faturamento do mundo

O medicamento Mounjaro (tirzepatida), fabricado pela Eli Lilly, assumiu o posto de remédio de maior faturamento do mundo no primeiro trimestre de 2026. Superando o imunoterápico Keytruda, o Mounjaro alcançou

Mounjaro se torna o medicamento de maior faturamento do mundo
Airton Guimes da Silva
  • Publishedagosto 27, 2026

Medicamento da Eli Lilly à base de tirzepatida registrou US$ 8,7 bilhões em vendas no 1º trimestre de 2026, desbancando o Keytruda do topo da indústria farmacêutica.

Por Annika Inampudi, Bloomberg — Publicado em 27/08/2026 16:08  – Foto: Divulgação/Eli Lilly do Brasil

O medicamento para diabetes Mounjaro, da Eli Lilly, ultrapassou o Keytruda, da MSD Brasil, um tratamento contra o câncer, e assumiu a liderança global em faturamento entre medicamentos.

O Mounjaro, que tem como princípio ativo a tirzepatida, gerou 8,7 bilhões de dólares (cerca de R$ 43 bilhões) para a Lilly no primeiro trimestre de 2026. O resultado superou o Keytruda (pembrolizumabe) da MSD Brasil, que registrou vendas de 7,9 bilhões de dólares (R$ 39 bilhões). O Keytruda era o medicamento de maior faturamento do mundo desde o primeiro trimestre de 2023, quando desbancou o Humira, da AbbVie.

Combinação com Zepbound amplia domínio

A Lilly apresenta resultados ainda melhores se considerarmos tanto o Mounjaro quanto o medicamento para perda de peso Zepbound em conjunto. Ambos utilizam a mesma substância ativa, a tirzepatida. A combinação gerou um faturamento de 36,5 bilhões de dólares (R$ 180 bilhões) em 2025, superando os 31,6 bilhões de dólares (R$ 155 bilhões) do Keytruda no mesmo ano.

“Faz sentido que estejamos trocando o rei Keytruda pelo rei tirzepatida. Não é nenhuma surpresa para mim”, afirma Evan Seigerman, diretor administrativo da BMO Capital Markets Corp, destacando a eficácia e a segurança dos medicamentos.

Transformação no mercado farmacêutico

O mercado de medicamentos contra o câncer é muito diferente do mercado de tratamentos para obesidade e diabetes, de acordo com Seigerman. Na época de sua aprovação, em 2014, o pembrolizumabe foi revolucionário ao prolongar a vida de pacientes com diagnósticos terminais, o que justificava seu preço elevado. Por outro lado, a tirzepatida oferece opções de tratamento acessíveis e de alto impacto para milhões de pessoas com obesidade e diabetes tipo 2.

Analistas previram durante anos que os medicamentos da Lilly estariam entre os mais vendidos de todos os tempos, embora tenham chegado ao mercado depois do Ozempic e do Wegovy, da Novo Nordisk. As vendas da Lilly continuaram a disparar mesmo com o lançamento de manipulados durante períodos de escassez e em meio a pressões sobre os preços no mercado de análogos de GLP-1.

Ao mesmo tempo, a MSD enfrenta a proximidade do vencimento da patente do Keytruda, previsto para 2028. Isso tem levado a farmacêutica a reforçar seu portfólio de produtos em outras áreas médicas para compensar a futura concorrência dos biossimilares.

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