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MEDICAMENTOS

Medicamento usado para os rins agora pode tratar o coração

A Anvisa aprovou o uso da finerenona (Kerendia) para o tratamento da insuficiência cardíaca. Já empregado contra a doença renal crônica, o medicamento reduz mortes e internações ao combater a

Medicamento usado para os rins agora pode tratar o coração
Airton Guimes da Silva
  • Publishedagosto 13, 2026

Anvisa autoriza nova indicação da finerenona (Kerendia) para diminuir internações e mortalidade cardiovascular em pacientes com insuficiência cardíaca.

Por Redação VEJA Saúde – Publicado em 13/08/2026 – 17:17

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a expansão da indicação terapêutica da finerenona no Brasil. Anteriormente restrita ao tratamento da Doença Renal Crônica (DRC) associada ao diabetes tipo 2, a medicação agora está oficialmente autorizada para o tratamento da insuficiência cardíaca sintomática em adultos.

A decisão baseia-se nos resultados de grandes ensaios clínicos globais — como o estudo FINEARTS-HF —, que demonstraram que a molécula é capaz de reduzir significativamente as taxas de mortalidade cardiovascular e de hospitalizações de emergência em pacientes cuja função de bombeamento cardíaco está comprometida ou parcialmente preservada.

O mecanismo de ação no eixo cardio-renal

A finerenona pertence a uma classe inovadora de medicamentos: os antagonistas não esteroidais seletivos do receptor mineralocorticoide (MRA-ne). Seu grande diferencial em relação aos diuréticos e bloqueadores tradicionais é a capacidade de agir diretamente no bloqueio da aldosterona sem causar o excesso de efeitos colaterais hormonais.

Ao impedir a hiperativação do receptor mineralocorticoide, o remédio interrompe os processos de fibrose (cicatrização rígida do músculo) e inflamação que danificam simultaneamente o tecido cardíaco e o filtro renal.

Impacto clínico e qualidade de vida

A insuficiência cardíaca afeta milhões de brasileiros e é uma das maiores causas de internação no sistema de saúde público e privado. A introdução da finerenona no arsenal cardiológico atende especialmente a um grupo histórico de pacientes com fração de injeção preservada ou levemente reduzida, que possuíam opções terapêuticas limitadas até então.

Especialistas ressaltam que o uso do medicamento deve ser sempre acompanhado de monitoramento periódico dos níveis de potássio no sangue, garantindo a segurança do tratamento e a proteção contra complicações hipercalêmicas.

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