Estudo com quase 90 mil jovens liga calmantes e antipsicóticos a maior risco de diabetes
Estudo com 90 mil jovens associa uso de antipsicóticos e tranquilizantes a maior risco de diabetes tipo 2. Entenda os impactos e os cuidados médicos necessários.
Trabalho científico acende alerta sobre o aumento de reações metabólicas adversas e ressalta a necessidade de supervisão médica rigorosa e acompanhamento de glicemia
Por Veja – Publicado em 03/08/2026 16:05 – Foto: Getty Images)
Um amplo estudo conduzido com uma coorte de quase 90 mil crianças e adolescentes revelou dados preocupantes sobre os impactos do uso de medicamentos psiquiátricos — como antipsicóticos atípicos, ansiolíticos e estabilizadores de humor — na saúde metabólica dos jovens. De acordo com os achados, o tratamento contínuo com essas substâncias está associado a um aumento significativo no risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2.
A pesquisa chama a atenção para o crescimento expressivo nas prescrições desse tipo de fármaco na faixa etária pediátrica e juvenil nos últimos anos, frequentemente indicados para tratar transtornos como ansiedade severa, hiperatividade, déficit de atenção e alterações comportamentais graves.
Mecanismos de Ação e Risco Metabólico
De acordo com os pesquisadores, as medicações conhecidas popularmente como calmantes ou antipsicóticos de segunda geração atuam em neurotransmissores cerebrais que, paralelamente, interferem na regulação da glicose e na sensibilidade à insulina.
- Ganho de Peso Acelerado: Uma das reações adversas mais comuns é o aumento relevante do apetite e o ganho de peso corporal rápido, fatores determinantes para a resistência à insulina.
- Alterações Pancreáticas: Algumas classes de psiquiátricos impactam diretamente a função das células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina.
- Desenvolvimento Precoce: O surgimento de diabetes tipo 2 nessa faixa etária antecipa riscos de complicações cardiovasculares, renais e oftálmicas na vida adulta.
Orientação Médica e Recomendações
Especialistas reforçam que nenhum tratamento deve ser interrompido por conta própria, pois a suspensão abrupta de psicotrópicos pode desencadear crises psiquiátricas graves e efeito rebote. A recomendação médica inclui:
- Avaliação Criteriosa: Ponderar rigorosamente o custo-benefício da prescrição de psicotrópicos para crianças e adolescentes.
- Monitoramento Laboratorial: Realizar exames periódicos de glicemia em jejum, hemoglobina glicada e perfil lipídico desde o início da medicação.
- Mudanças no Estilo de Vida: Associar a terapia medicamentosa a hábitos alimentares saudáveis e à prática regular de exercícios físicos para mitigar o ganho de peso.
Resumo dos Achados do Estudo
| Parâmetro | Detalhes da Pesquisa |
| Amostra Analisada | Quase 90 mil crianças e adolescentes acompanhados |
| Medicamentos Analisados | Antipsicóticos de segunda geração, ansiolíticos e estabilizadores de humor |
| Principal Desfecho | Maior incidência de diabetes tipo 2 e resistência insulínica |
| Medida Preventiva | Acompanhamento metabólico de rotina e reavaliação contínua da dosagem |
Leia mais 📲https://revistasaudeemforma.com.br/