Estilo de vida saudável é chave para combater a infertilidade, que atinge 1 em cada 6 pessoas no mundo
Problemas de fertilidade afetam 1 em cada 6 pessoas no mundo. Especialistas alertam que hábitos como tabagismo, estresse, privação de sono e má alimentação aceleram o estresse oxidativo e desregulam
Maus hábitos aceleram o desgaste oxidativo celular e afetam hormônios vitais como estrogênio, progesterona e testosterona, reduzindo as chances de gestação natural.
Por Redação do DAQUI — Publicado em 06/08/2026 às 15:25 – Foto: Magnific
A dificuldade para engravidar é um desafio global que atinge cerca de 17,5% da população adulta — o equivalente a uma em cada seis pessoas no mundo —, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Embora diversos fatores de saúde influenciem esse cenário, o estilo de vida desempenha papel determinante na qualidade dos óvulos e dos espermatozoides.
Fatores como tabagismo, estresse crônico, privação de sono, obesidade e consumo excessivo de produtos ultraprocessados reduzem ativamente as chances de uma gestação bem-sucedida.
Segundo Marília Bonow, especialista em reprodução humana, o cuidado com a fertilidade não deve começar apenas no momento em que o casal decide ter filhos, mas sim fazer parte da rotina ao longo da vida, uma vez que maus hábitos aceleram o desgaste das células reprodutivas. Por outro lado, escolhas saudáveis diminuem o estresse oxidativo, reduzem processos inflamatórios sistêmicos e equilibram os níveis hormonais.
5 hábitos saudáveis que beneficiam a fertilidade:
- Manter uma boa rotina de sono: O sono de qualidade estimula a produção adequada de melatonina, hormônio com potente ação antioxidante que protege as células reprodutivas. A privação crônica de sono desregula hormônios fundamentais como o estrogênio e a progesterona (essenciais para a ovulação) e a testosterona (vital para a espermatogênese).
- Evitar o cigarro e o consumo excessivo de álcool: O tabaco e a bebida alcoólica intensificam o estresse oxidativo, danificando o DNA celular e acelerando a perda da reserva ovariana nas mulheres. Nos homens, o excesso de álcool reduz os níveis de testosterona e prejudica a motilidade e a produção dos espermatozoides.
- Gerenciar e reduzir o estresse: Níveis elevados de estresse mantêm o corpo em estado de alerta, disparando a produção de cortisol. Esse desequilíbrio afeta diretamente o ciclo menstrual e a ovulação, além de comprometer a qualidade do sêmen. O estresse crônico também costuma induzir a escolhas alimentares inadequadas e ao uso de substâncias nocivas.
- Priorizar uma alimentação natural: Dietas ricas em vegetais, frutas, fibras, grãos integrais e gorduras boas combatem a inflamação corporal e favorecem o metabolismo. Em contrapartida, dietas ricas em ultraprocessados podem impactar negativamente a qualidade do embrião e comprometer a evolução saudável da gestação.
- Manter o peso corporal adequado e praticar exercícios: A obesidade gera quadros inflamatórios que favorecem condições como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) nas mulheres e causam alterações hormonais significativas nos homens. A prática de atividades físicas regulares e o controle de peso otimizam os índices metabólicos e reprodutivos, aumentando a taxa de sucesso tanto em gestações naturais quanto em procedimentos de reprodução assistida.
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