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ALIMENTAÇÃO

Consumo de alimentos ultraprocessados pode elevar em até 30% o risco de câncer de próstata, revela estudo

Estudo associa o consumo de alimentos ultraprocessados ao aumento de até 30% no risco de câncer de próstata.

Consumo de alimentos ultraprocessados pode elevar em até 30% o risco de câncer de próstata, revela estudo
Airton Guimes da Silva
  • Publishedsetembro 11, 2026

Pesquisa realizada com mais de 17 mil homens nos Estados Unidos revela que dietas ricas em refrigerantes, embutidos e salgadinhos elevam significativamente o risco de desenvolvimento de tumores na próstata, reforçando a urgência de mudanças alimentares.

Por Carina Gonçalves — Publicado em 11/09/2026 às 16:39

O consumo frequente de alimentos ultraprocessados — como refrigerantes, salgadinhos, cereais matinais industrializados e carnes processadas — pode elevar em até 30% o risco de desenvolvimento de câncer de próstata em homens adultos. É o que aponta um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Atlântica da Flórida, publicado no periódico científico The American Journal of Medicine.

A pesquisa utilizou dados do Inquérito Nacional de Saúde e Nutrição (NHANES), coletados entre 2003 e 2023, abrangendo uma amostra nacionalmente representativa de mais de 17 mil homens americanos com 18 anos ou mais. Os participantes foram divididos em quatro grupos com base no percentual de calorias diárias provenientes de alimentos ultraprocessados, variando de menos de 20% até mais de 44% do consumo diário total.

Dados e Resultados do Estudo

A análise dos registros alimentares revelou uma associação direta entre o volume de ultraprocessados na dieta e o diagnóstico da doença:

  • Aumento do Risco: Homens nos dois grupos com maior consumo de ultraprocessados apresentaram um risco 30% superior de desenvolver câncer de próstata em comparação com o grupo de menor consumo.
  • Ajuste de Variáveis: Mesmo após o ajuste de fatores de confusão — como idade, raça, etnia, tabagismo e nível socioeconômico —, a elevação do risco permaneceu significativa, variando entre 24% e 31%.

Mecanismos e Alerta Médico

Os alimentos ultraprocessados são formulados industrialmente com gorduras refinadas, açúcares, amidos e aditivos químicos. A ingestão excessiva dessas substâncias já era associada ao estresse oxidativo, processos inflamatórios, alterações metabólicas e prejuízos à microbiota intestinal.

Diante das descobertas, os autores do estudo compararam o cenário atual da indústria alimentícia ao histórico do combate ao tabagismo, ressaltando que profissionais de saúde devem incentivar ativamente a redução desses itens na dieta como medida preventiva fundamental para a saúde masculina.

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