Boa noite • domingo, 23 de agosto de 2026 •
Congo enfrenta pior surto de ebola de sua história com infraestrutura frágil e falta de tratamento específico | revistasaudeemforma.com.br
x
Close

CNPJ 59.681.458/0001-04

Notícias

Congo enfrenta pior surto de ebola de sua história com infraestrutura frágil e falta de tratamento específico

Causada pela espécie Bundibugyo, a epidemia já registra 4.945 casos confirmados e avança rapidamente devido à falta de vacinas aprovadas e gargalos na saúde pública. Por Akanksha Khushi, Ayen Deng

Congo enfrenta pior surto de ebola de sua história com infraestrutura frágil e falta de tratamento específico
Airton Guimes da Silva
  • Publishedagosto 17, 2026

Causada pela espécie Bundibugyo, a epidemia já registra 4.945 casos confirmados e avança rapidamente devido à falta de vacinas aprovadas e gargalos na saúde pública.

Por Akanksha Khushi, Ayen Deng Bior e Clement Bonnerot / Reuters – Publicado em 17/08/2026 – 15:00 – Foto: REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere

O surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) alcançou a marca de 2.325 mortos, segundo dados oficiais divulgados pelo governo. O número supera as 2.299 mortes registradas no surto de 2018-2020, tornando esta a epidemia mais fatal da história do país.

De acordo com o Instituto de Saúde Pública do Congo, o total de casos confirmados subiu para 4.945, com 101 novos diagnósticos em apenas 24 horas. Declarado em 15 de maio, este 17º surto no país é superado globalmente apenas pela grande epidemia da África Ocidental (2014-2016), na qual mais de 11 mil pessoas morreram. A velocidade de propagação impressiona: a barreira de 2 mil mortes foi atingida em menos de três meses.

Espécie Bundibugyo e ausência de vacinas

Diferentemente de episódios anteriores, o surto atual é causado pela espécie Bundibugyo do vírus, para a qual não existem vacinas ou tratamentos específicos aprovados. A resposta sanitária é prejudicada pela infraestrutura hospitalar fragilizada, resistência em comunidades locais e instabilidade na região.

A taxa de letalidade subiu de 20% em junho para 46%, o que indica que quase metade dos infectados confirmados vai a óbito.

“Normalmente, à medida que um surto progride, a taxa de letalidade deveria cair. Em vez disso, ainda vemos muitos casos detectados muito tarde, quando o tratamento tem menos probabilidade de sucesso, e muitos são identificados apenas depois de morrerem na comunidade”, alertou Thomas Parisch, especialista em saúde pública dos Médicos Sem Fronteiras.

Transmissão e situação regional

O vírus ebola é transmitido pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas (vivas ou mortas), provocando sintomas como febre, vômitos, diarreia e hemorragias graves.

O surto chegou a ultrapassar a fronteira para a vizinha Uganda, mas as autoridades locais contiveram a disseminação registrando apenas 20 casos e 2 mortes antes de declararem o fim da transmissão em seu território. Atualmente, terapias e vacinas experimentais estão sendo avaliadas por autoridades de saúde globais para o combate ao vírus.

Saiba mais 📲https://revistasaudeemforma.com.br/