Como a Tecnologia Está Transformando o Combate à Dengue no Brasil
Para enfrentar a complexidade do combate à dengue, municípios brasileiros estão adotando tecnologias como drones e dados georreferenciados para apoiar o trabalho dos Agentes de Combate às Endemias (ACEs). A
Com territórios cada vez mais complexos, municípios brasileiros apostam em drones e análise de dados para direcionar o trabalho dos Agentes de Combate às Endemias e agir com precisão.
Por DINO – Publicado em 07/08/2026 – 15:57 – Foto: Techdengue / DINO
Os Agentes de Combate às Endemias (ACEs) estão na linha de frente das ações de prevenção e controle da dengue, zika e chikungunya no Brasil. Entre suas atribuições diárias estão a inspeção de imóveis, a eliminação de focos do Aedes aegypti, a orientação à população e a coleta de informações essenciais para a vigilância em saúde.
Contudo, acompanhar continuamente territórios extensos, áreas de difícil acesso e regiões em rápida expansão urbana tornou-se um desafio complexo. Segundo a Diretriz Nacional para a atuação integrada dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e ACEs, do Ministério da Saúde, o país contava com 104.832 agentes cadastrados no final de 2024. A eficiência dessas equipes, portanto, depende não apenas do contingente de profissionais, mas de como o planejamento de campo é estruturado.
Nesse cenário, ferramentas como geotecnologias, análise de dados e drones têm se tornado aliadas estratégicas de gestores públicos em todo o país.
Planejamento focado e atuação inteligente
Programas de inteligência territorial, como o Techdengue, utilizam mapeamento aéreo e análise georreferenciada para identificar possíveis criadouros e fornecer relatórios detalhados às prefeituras.
Para Renato Mafra, diretor de operações do programa, o uso da tecnologia visa potencializar a capacidade humana. “O agente é o protagonista do combate à dengue. A tecnologia não vem para substituir esse trabalho, mas para dar mais inteligência às ações. Quando o município consegue entender onde estão as áreas prioritárias, a equipe deixa de gastar tempo procurando locais de atuação e passa a concentrar esforços onde realmente existe maior necessidade”, destaca.
Mapeamento aéreo amplia visão do território
Ferramentas tecnológicas permitem cobrir grandes extensões em pouco tempo, localizando caixas d’água destampadas, piscinas abandonadas e entulhos em locais de difícil visualização no solo. Com relatórios em mãos, as equipes de campo realizam visitas direcionadas, reduzindo deslocamentos desnecessários e otimizando o tempo de resposta.
Presente em mais de 630 municípios brasileiros, o programa Techdengue já mapeou mais de 260 mil hectares e identificou mais de 660 mil potenciais focos do mosquito transmissor, demonstrando como a tomada de decisão baseada em evidências fortalece a saúde pública.
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