Causa da morte de Marcelo Gasparini: entenda o que é a leucemia mieloide aguda e como funciona o tratamento
O cantor Marcelo Gasparini faleceu em decorrência de complicações da leucemia mieloide aguda (LMA), câncer diagnosticado em fevereiro. Mesmo após realizar um transplante de medula óssea tendo seu irmão gêmeo
Diagnosticado em fevereiro, o artista passou por um transplante de medula óssea tendo o irmão gêmeo como doador; conheça os sintomas e a agressividade desse tipo de câncer no sangue.
Por Redação Saúde – Publicado em 31/08/2026 às 16:41
A morte do cantor Marcelo Gasparini trouxe atenção para a leucemia mieloide aguda (LMA), um tipo agressivo de câncer que afeta as células do sangue e a medula óssea. O artista havia sido diagnosticado com a enfermidade em fevereiro e chegou a passar por um procedimento de transplante de medula óssea, contando com o seu irmão gêmeo como doador compatível, mas infelizmente não resistiu às complicações do quadro.
O que é a leucemia mieloide aguda? A leucemia mieloide aguda é uma neoplasia maligna de evolução rápida que se origina na medula óssea — o tecido gelatinoso localizado no interior dos ossos, responsável pela produção das células sanguíneas (hemácias, leucócitos e plaquetas). Na LMA, ocorre uma mutação genética nas células-mães mieloides, fazendo com que o corpo passe a produzir glóbulos brancos imaturos e defeituosos, chamados de blastos.
Essas células doentes multiplicam-se de forma descontrolada e acumulam-se na medula, impedindo a produção normal de células saudáveis. Como consequência, o organismo sofre com a redução de glóbulos vermelhos (causando anemia profunda e fadiga), de plaquetas (favorecendo sangramentos e manchas roxas na pele) e de glóbulos brancos funcionais (deixando o corpo extremamente vulnerável a infecções graves).
Sintomas e Diagnóstico Por se tratar de uma doença de progressão rápida, os sintomas costumam surgir repentinamente e evoluir em questão de semanas. Os sinais mais frequentes incluem:
- Cansaço extremo e palidez decorrentes da anemia;
- Febre persistente e infecções frequentes ou de difícil cura;
- Hematomas espontâneos, sangramentos nasais ou na gengiva;
- Dores ósseas e nas articulações;
- Perda de peso não explicada e suores noturnos.
O diagnóstico é confirmado por meio de exames de sangue (como o hemograma) e complementado pelo mielograma ou biópsia de medula óssea, que identificam a presença excessiva de blastos mieloides e analisam o perfil genético das células tumorais.
O Transplante de Medula óssea e Desafios do Tratamento O tratamento da LMA envolve sessões intensivas de quimioterapia para eliminar as células doentes. Em casos de alto risco ou recidiva, o transplante de medula óssea é a principal alternativa terapêutica com potencial curativo.
No caso de doadores consanguíneos — em especial irmãos gêmeos univitelinos (idênticos) —, a compatibilidade genética é total (transplante sinogênico), o que reduz significativamente o risco de rejeição e da chamada Doença do Enxerto contra Hospedeiro (DECH). No entanto, o procedimento ainda exige a destruição da medula doente por meio de altas doses de quimioterapia antes de receber as células saudáveis, deixando o paciente em um período crítico de imunossupressão severa, no qual infecções graves e outras complicações clínicas representam grandes desafios.
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