Acupuntura auxilia no tratamento da depressão, mas não substitui psiquiatria e terapia, alerta especialista
Acupuntura ajuda a amenizar sintomas da depressão, como insônia e humor, mas deve atuar de forma complementar à medicina tradicional.
Prática milenar alivia sintomas como alterações de sono e indisposição, mas especialista ressalta que técnica deve ser associada ao acompanhamento médico e psicológico.
Por Redação / Estado de Minas — Publicado em 09/09/2026 às 16:17 – Foto: Katherine Hanlon/Unsplash
Cansaço persistente, perda de interesse por atividades cotidianas, isolamento social e falta de motivação. Quando recorrentes, esses sinais acendem o alerta para a depressão, uma das condições de saúde mental mais prevalentes do país. Apenas em 2025, dados da Previdência Social registraram mais de 126 mil afastamentos do trabalho devidos a episódios depressivos. Em meio ao Setembro Amarelo, mês de conscientização e prevenção ao suicídio, médicos reforçam a importância de reconhecer os sintomas e buscar intervenções adequadas.
Entre as abordagens terapêuticas complementares, a acupuntura ganha destaque pela capacidade de aliviar queixas físicas e emocionais. No entanto, especialistas alertam que a prática não deve substituir as condutas tradicionais de saúde mental.
Diagnóstico Médico e o Papel da Acupuntura
O psiquiatra Luiz Sampaio, presidente do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA), enfatiza que a depressão é um diagnóstico estritamente médico e que se manifesta de formas diversas — indo além da tristeza profunda para incluir irritabilidade, agitação, compulsão alimentar e distúrbios do sono.
Em relação à eficácia da acupuntura, o médico destaca pontos essenciais sobre como a técnica deve ser empregada:
- Tratamento Multimodal: A acupuntura atua no alívio de sintomas como insônia, alterações do humor e falta de energia, mas deve sempre ser usada em conjunto com a psicoterapia e o acompanhamento farmacológico.
- Sem Substituição Automática: A prática não pode servir como uma alternativa simples para pacientes que recusam medicações ou psicoterapia. Cada quadro exige uma conduta específica baseada na gravidade dos sintomas.
- Apoio da Rede de Convívio: Familiarizados com o comportamento do paciente, parentes e amigos desempenham papel crucial ao identificar mudanças atípicas e incentivar a busca por ajuda especializada.
Sampaio pondera ainda que fatores ambientais (como perdas e traumas), pré-disposições genéticas, efeitos colaterais de certos medicamentos e o início de quadros demenciais podem engatilhar sintomas depressivos, exigindo uma avaliação detalhada e individualizada para cada paciente.
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