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Coceira que piora à noite pode ser sarna: saiba o que fazer em caso de suspeita

Surto de sarna humana em Alfenas (MG) ultrapassa 150 casos. Veja como reconhecer os sintomas e evitar o contágio pelo ácaro.

Coceira que piora à noite pode ser sarna: saiba o que fazer em caso de suspeita
Airton Guimes da Silva
  • Publishedsetembro 9, 2026

Com mais de 150 casos registrados no município mineiro, infecção causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei causa coceira intensa e exige tratamento simultâneo entre moradores da mesma casa.

Por Flor Sette Câmara / Estado de Minas — Publicado em 09/09/2026 às 16:10 – Foto: Freepik

A rede pública de saúde de Alfenas, no Sul de Minas Gerais, acendeu um alerta epidemiológico após registrar um surto de sarna humana (escabiose) com mais de 150 casos confirmados desde o final do mês de agosto. As Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município assumiram a triagem de moradores com suspeita da infecção, reacendendo dúvidas sobre contágio, sintomas e prevenção.

Causada pelo ácaro microscopicamente invisível a olho nu Sarcoptes scabiei, a sarna humana caracteriza-se por uma reação alérgica provocada quando a fêmea do parasita penetra a camada superficial da pele para depositar seus ovos. É importante reforçar que a infecção não está relacionada à falta de higiene pessoal, podendo afetar pessoas de qualquer classe social ou hábito de limpeza.

Sintomas e Zonas de Maior Acometimento

O período de incubação do ácaro pode variar de duas a seis semanas até o surgimento dos primeiros sinais clínicos:

  • Sintoma Principal: Coceira severa e persistente, que costuma se intensificar durante a noite ou em momentos de calor, período de maior atividade do parasita.
  • Lesões Visíveis: Surgimento de pequenas bolhas avermelhadas, pontos escoriados por conta do ato de coçar e finas linhas acinzedadas que marcam os túneis escavados pelo ácaro.
  • Locais Mais Afetados: Áreas de dobras e pele fina, como entre os dedos das mãos e pés, pulsos, cotovelos, axilas, cintura, umbigo, nádegas, região genital e ao redor dos mamilos.
  • Crianças e Idosos: Diferente dos adultos, nesses grupos as lesões também podem se estender para o rosto, couro cabeludo, palmas das mãos e solas dos pés.

Formas de Transmissão e Prevenção

A transmissão ocorre prioritariamente pelo contato direto e prolongado pele a pele com uma pessoa infectada e, em menor escala, pelo compartilhamento de toalhas, roupas e lençóis.

Ao diagnosticar um paciente, médicos recomendam que todos os moradores da mesma residência passem por avaliação e tratamento simultâneo. Roupas de vestir e de cama utilizadas nos três dias anteriores ao início do tratamento devem ser lavadas em água quente e passadas a ferro. Itens não laváveis precisam ser isolados em sacos plásticos hermeticamente fechados por pelo menos 72 horas, tempo suficiente para causar a morte dos ácaros longe do corpo humano.

Especialistas lembram ainda que a coceira pode persistir por até quatro semanas mesmo após o sucesso da medicação, devido à reação alérgica residual aos ácaros mortos, não indicando necessariamente falha terapêutica.

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