Robbie Williams revela diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) aos 52 anos
Aos 52 anos, o cantor britânico Robbie Williams revelou ter sido diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O artista, que já possui diagnóstico de TDAH, afirmou com bom humor
Cantor britânico afirmou que a descoberta o ajudou a compreender comportamentos e a direcionar seu hiperfoco criativo.
Por Redação (com O Globo) – Publicado em 14/08/2026 – 15:21 – Foto: Divulgação
O cantor britânico Robbie Williams, de 52 anos, revelou ter recebido o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). O artista, que já havia falado abertamente sobre ter Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), compartilhou a novidade ao comentar como a descoberta o ajudou a entender melhor suas próprias atitudes e dinâmicas comportamentais.
A declaração foi feita durante uma sessão de perguntas e respostas no evento de lançamento da nova coleção de sua marca de roupas, a Hopeium. Ao falar sobre a descoberta, Williams abordou o tema com o bom humor que lhe é característico.
“Eu tenho TDAH e acabei de descobrir que também tenho um pouco de autismo, o que eu simplesmente adoro porque explica muita coisa. Agora é meu passe livre para sair da prisão. Para todas as coisas estranhas que faço, simplesmente digo: ‘Desculpe, eu sou autista'”, declarou o cantor.
Hiperfoco e processo criativo
Conhecido por sua trajetória no grupo Take That e por uma das carreiras solo mais bem-sucedidas do Reino Unido, Robbie Williams detalhou como a combinação entre TDAH e autismo afeta seu cotidiano e sua capacidade de concentração. Segundo o músico, ele experimenta momentos de intenso hiperfoco voltados a atividades específicas.
- Atenção seletiva: “Com o TDAH, você consegue se concentrar completamente em algo, 1000%, mas, com absolutamente todo o resto, simplesmente não consegue”, explicou.
- Válvula de escape: A produção visual e a criação artística tornaram-se caminhos centrais para canalizar a mente agitada.
- Foco na arte: “O que me deixa completamente obcecado é criar imagens e fazer coisas engraçadas. Quando estou criando, não estou pensando em mim, porque meu cérebro é incrivelmente criativo.”
O relato do artista junta-se ao de outros nomes da cultura pop que têm compartilhado diagnósticos na vida adulta, contribuindo para desmistificar a neurodivergência no meio artístico.
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