Fim da idade máxima: pessoas com mais de 70 anos agora podem doar sangue
O Ministério da Saúde extinguiu a idade máxima de 70 anos para a doação de sangue no Brasil em doadores regulares e saudáveis. As novas regras, que entram em vigor
Mudança publicada pelo Ministério da Saúde reconhece a longevidade ativa, reduz prazos de impedimento e moderniza a triagem nos hemocentros do Brasil.
Por Maurício Brum (Saúde / Editora Abril) – Publicado em 13/08/2026 – 17:08
O Ministério da Saúde anunciou uma atualização histórica nas diretrizes de hemoterapia do Brasil: a partir do mês de outubro, deixa de existir uma idade máxima para doação de sangue no país para pessoas que já são doadoras regulares. A nova norma atende ao aumento da expectativa de vida e à consolidação do envelhecimento saudável da população.
Até então, mesmo quem tinha o hábito constante de doar precisava interromper as contribuições ao completar 70 anos. Com a Portaria GM/MS nº 11.685/2026, doadores de repetição acima dos 70 anos poderão continuar doando, desde que passem por avaliação médica individualizada no hemocentro e permaneçam em boas condições de saúde. A regra não se aplica a novos doadores, cuja primeira doação ainda deve ocorrer até os 60 anos.
Redução nos prazos de impedimento e novas tecnologias
Além da flexibilização etária, o novo regulamento técnico moderniza os critérios de aptidão e reduz significativamente os tempos de espera para quem precisou fazer uma pausa temporária:
- Endoscopia e anabolizantes: O período de afastamento caiu de seis para quatro meses;
- Procedimentos estéticos: Prazos para quem fez aplicação de botox, preenchimento, microagulhamento ou tatuagem foram otimizados, podendo chegar a sete dias se realizados em locais regulamentados;
- Piercings: Na boca ou região genital, o tempo de espera passa a ser de quatro meses após a retirada.
Mais segurança e menos desperdício
No quesito segurança transfusional, o Brasil torna-se pioneiro ao tornar obrigatória a testagem de malária em 100% dos exames de triagem de sangue por meio da plataforma de testes nativos (NAT Plus). A medida reduz drasticamente o tempo de impedimento para quem visitou áreas endêmicas.
Outro avanço logístico é a ampliação da validade do concentrado de plaquetas de cinco para até sete dias, prevenindo perdas e garantindo o abastecimento contínuo para tratamentos oncológicos e cirurgias complexas em todo o Sistema Único de Saúde (SUS).
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