Cardiologistas alertam: este sintoma nos pés frequentemente ignorado pode indicar insuficiência cardíaca
Cardiologistas alertam que o inchaço constante nos pés e tornozelos pode ser sinal de insuficiência cardíaca. O problema ocorre quando o coração não consegue bombear o sangue adequadamente. Fique atento
Retenção de líquidos nos membros inferiores não deve ser negligenciada e exige avaliação médica imediata.
Por Silvia Melo (Catraca Livre) – Publicado em 13/08/2026 – 16:35
Cardiologistas fazem um alerta sobre um sinal físico muitas vezes desconsiderado no dia a dia: o inchaço persistente nos pés, tornozelos e pernas (edema). Embora costume ser associado apenas ao cansaço do final do dia, o acúmulo frequente de líquidos nos membros inferiores pode indicar os primeiros estágios da insuficiência cardíaca, condição em que o músculo cardíaco perde a capacidade de bombear o sangue com a força necessária.
Quando a função do coração fica comprometida, o sangue encontra dificuldade para retornar das extremidades do corpo ao órgão central, provocando vazamento de fluidos para os tecidos ao redor.
Como identificar o edema de origem cardíaca
Diferente do inchaço episódico provocado por viagens longas ou dias quentes, o edema associado à insuficiência cardíaca apresenta características marcantes:
- Persistência: Não desaparece após uma noite de descanso ou elevação das pernas;
- Sinal do cacifo: Ao pressionar a área inchada com o polegar por alguns segundos, fica uma depressão (marca) visível na pele;
- Progressão ascendente: Começa nos pés e tornozelos e pode avançar para as canelas e coxas.
Embora o sintoma também possa estar relacionado a disfunções renais, hepáticas ou vasculares (como a trombose venosa profunda), a avaliação médica com exames específicos é indispensável para determinar a causa exata.
Outros sinais de alerta e fatores de risco
A insuficiência cardíaca costuma ser consequência de agravos como hipertensão arterial não controlada, infarto prévio do miocárdio ou lesões nas válvulas do coração. Factores como tabagismo, diabetes, obesidade e sedentarismo elevam consideravelmente o risco de desenvolvimento da síndrome.
Além do inchaço nos pés, especialistas destacam outros sintomas que demandam atenção imediata:
- Falta de ar (dispneia): Durante esforços leves, em repouso ou ao se deitar (exigindo mais travesseiros para dormir);
- Ganho de peso repentino: Aumento de 2 a 3 quilos em poucos dias decorrente da retenção hídrica;
- Fadiga extrema: Sensação de exaustão permanente mesmo após realizar tarefas cotidianas simples.
O diagnóstico rápido permite iniciar tratamentos baseados em medicamentos diuréticos e cardiotônicos, implante de marca-passos e ajustes na dieta (com redução severa do consumo de sódio), garantindo maior qualidade de vida e prevenindo internações de emergência.
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