Boa noite • sexta-feira, 21 de agosto de 2026 •
O que acontece com o corpo e a mente durante e depois de um terremoto? Especialistas explicam como acompanhar quem passa por essa emergência | revistasaudeemforma.com.br
x
Close

CNPJ 59.681.458/0001-04

Psicologia

O que acontece com o corpo e a mente durante e depois de um terremoto? Especialistas explicam como acompanhar quem passa por essa emergência

Especialistas detalham as respostas fisiológicas e psicológicas enfrentadas por pessoas atingidas por terremotos. Palpitações, tremores e insônia são reações esperadas ao estresse agudo, mas a persistência dos sintomas pode indicar

O que acontece com o corpo e a mente durante e depois de um terremoto? Especialistas explicam como acompanhar quem passa por essa emergência
Airton Guimes da Silva
  • Publishedagosto 12, 2026

Entenda as respostas físicas e emocionais do corpo diante de desastres naturais e saiba a hora certa de buscar apoio especializado.

Por Edwin Caicedo, Em El Tiempo – Publicado em 12/08/2026 – 16:05

Um terremoto ou qualquer outra situação de emergência de grande porte pode não apenas causar sérios danos materiais e colocar em risco a integridade física das pessoas, mas também desencadear uma série de respostas emocionais e fisiológicas. Essas manifestações costumam surgir nos momentos iniciais da crise e podem persistir por dias ou semanas.

Em eventos traumáticos desse tipo, é comum que algumas pessoas apresentem bloqueio mental temporário, dificuldade para processar instruções, desorientação ou memórias intrusivas. Essas reações ocorrem mesmo após o término do abalo e representam mecanismos do organismo para responder a uma ameaça extraordinária.

No aspecto emocional, sentimentos de medo, confusão, tristeza, ansiedade e perda de controle podem se manifestar de formas variadas, dependendo das circunstâncias e da história individual de cada atingido.

Respostas fisiológicas e corporais

O impacto no corpo costuma se traduzir em sintomas claros de estresse agudo:

“Fisiologicamente, o corpo pode reagir com palpitações, tremores, aperto no peito, distúrbios do sono e dificuldade de concentração. É importante entender que essas manifestações, por si só, não significam que a pessoa esteja perdendo o controle ou desenvolvendo imediatamente um transtorno mental, mas sim que podem corresponder a respostas fisiológicas e emocionais a uma situação de emergência”, explica Nathalia Patricia Rey Gómez, professora da Faculdade de Psicologia da Universidade Católica da Colômbia.

Nas primeiras horas ou semanas, choro, angústia e a necessidade constante de reviver o evento fazem parte do processo de assimilação do ocorrido.

Quando buscar ajuda profissional?

A diferença entre uma resposta esperada ao trauma e o desenvolvimento de um quadro clínico está na intensidade, duração e no impacto dos sintomas nas atividades diárias (como comer, dormir, trabalhar e se relacionar).

A atenção especializada deve ser buscada caso persistam sinais de alerta como:

  • Estado de alerta e hipervigilância constantes;
  • Memórias intrusivas e flashbacks recorrentes;
  • Isolamento social e oscilações de humor prolongadas;
  • Sentimentos de desesperança e perda de sentido na vida.

Nesses cenários, torna-se essencial diferenciar o estresse inicial de condições como o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) ou a depressão.

Suporte inicial e o Primeiro Socorro Psicológico (PSP)

Quando a emergência resulta em mortes ou perdas de bens, o processo de luto exige acolhimento imediato. Nesses momentos, a prioridade deve ser garantir a segurança física e atender às necessidades básicas das vítimas.

A aplicação do Primeiro Socorro Psicológico (PSP) é recomendada por especialistas para oferecer uma presença segura, escuta empática e conexão com redes de apoio, facilitando o processo de recuperação emocional.

Leia mais 📲https://revistasaudeemforma.com.br/