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Hepatites virais: como identificar e se proteger das doenças silenciosas

O Brasil registrou mais de 826 mil casos de hepatites virais entre 2000 e 2024, com predominância dos tipos C e B. Médicos alertam para o caráter silencioso da doença,

Hepatites virais: como identificar e se proteger das doenças silenciosas
Airton Guimes da Silva
  • Publishedjulho 8, 2026

Segundo o Ministério da Saúde, entre 2000 e 2024, mais de 800 mil brasileiros foram contaminados

Por Redação – Publicado em 08/07/2026 16:12

A hepatite é uma inflamação do fígado que pode ter diferentes origens, sendo as formas virais as mais frequentes e preocupantes. Entre elas, destacam-se as hepatites A, B, C, D e E, cada uma com modos distintos de transmissão. A hepatite A e a E, por exemplo, estão geralmente ligadas ao consumo de água ou alimentos contaminados. Já as hepatites B, C e D são transmitidas principalmente pelo contato com sangue infectado e por relações sexuais desprotegidas.

As hepatites B e C exigem atenção redobrada, pois podem evoluir para formas crônicas. Nesses casos, o vírus permanece no organismo por anos, provocando lesões progressivas no fígado. “Quando não tratadas, essas hepatites aumentam significativamente o risco de cirrose e câncer hepático”, alerta o hematologista do Sabin Diagnóstico e Saúde, Felipe Magalhães.

Segundo dados do Ministério da Saúde, entre 2000 e 2024 foram confirmados 826.292 casos de hepatites virais no Brasil. Destes, 174.977 (21,2%) foram de hepatite A; 302.351 (36,6%) de hepatite B; 342.328 (41,5%) de hepatite C; 4.722 (0,6%) de hepatite D; e 1.914 (0,1%) de hepatite E. Os números reforçam a necessidade de vigilância e prevenção contínuas.
 

A doença silenciosa

Um dos maiores desafios no enfrentamento das hepatites é o caráter silencioso da doença. Muitas vezes, o fígado já está sendo lesionado sem que o paciente perceba qualquer alteração. “Mesmo com o fígado comprometido, a pessoa pode se sentir completamente normal. Os sinais só aparecem quando a doença já está em estágio avançado”, explica Magalhães. Por isso, o diagnóstico costuma ocorrer em exames de rotina ou quando os danos já são graves.


O diagnóstico precoce é decisivo. “Faz toda a diferença, porque hoje existem tratamentos muito eficazes, especialmente para a hepatite C, que pode ser curada na grande maioria dos casos”, afirma o hematologista. Essa possibilidade de cura reforça a importância de identificar a doença antes que ela provoque danos irreversíveis.

A detecção é feita principalmente por exames de sangue. Há testes de sorologia, que identificam o contato com o vírus, exames que mostram se a infecção está ativa e análises de biologia molecular capazes de quantificar o vírus no organismo. Além disso, podem ser solicitados exames complementares para avaliar o funcionamento do fígado. “O médico escolhe quais exames são mais indicados de acordo com cada situação”, acrescenta Magalhães.

Prevenção como prioridade

A prevenção varia conforme o tipo de hepatite, mas algumas medidas são universais e indispensáveis. Manter a vacinação contra as hepatites A e B em dia, consumir água tratada e alimentos bem higienizados, usar preservativo nas relações sexuais e não compartilhar objetos que possam ter contato com sangue são atitudes essenciais. Também é fundamental garantir que procedimentos como tatuagens e piercings sejam realizados em locais que sigam normas rigorosas de higiene.

Além disso, pessoas que passaram por situações de risco ou pertencem a grupos mais expostos devem realizar testes periodicamente. “Como as hepatites podem não causar sintomas por muitos anos, fazer o diagnóstico precoce é uma das formas mais importantes de proteger a saúde do fígado”, reforça Magalhães.

Com 42 anos de atuação, o Grupo Sabin é referência em saúde, destaque na gestão de pessoas e liderança feminina, dedicado às melhores práticas sustentáveis e atuante nas comunidades, o Grupo Sabin nasceu em Brasília (DF), fruto da coragem e determinação de duas empreendedoras, Janete Vaz e Sandra Soares Costa, em 1984. Hoje conta com 7.400 colaboradores unidos pelo propósito de inspirar pessoas a cuidar de pessoas. O grupo também está presente em 14 estados e no Distrito Federal oferecendo serviços de saúde com excelência, inovação e responsabilidade socioambiental às 78 cidades em que está presente com 362 unidades distribuídas de norte a sul do país.

O ecossistema de saúde do Grupo Sabin integra portfólio de negócios que contempla análises clínicas, diagnósticos por imagem, anatomia patológica, genômica, imunização e check-up executivo. Além disso, contempla também serviços de atenção primária contribuindo para a gestão de saúde de grupos populacionais por meio de programas e linhas de cuidados coordenados, pela Amparo Saúde e plataforma integradora de serviços de saúde – Rita Saúde – solução digital que conta com diversos parceiros como farmácias, médicos e outros profissionais, promovendo acesso à saúde com qualidade e eficiência.

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