Cientistas confirmam chegada de um El Niño de forte intensidade; veja impactos no Brasil
Cientistas confirmaram o início oficial do fenômeno El Niño, que deve registrar forte intensidade nos próximos meses. O aquecimento das águas do Oceano Pacífico vai alterar o regime de chuvas
Após meses de monitoramento e especulação, climatologistas anunciam o início oficial do fenômeno, que promete trazer extremos climáticos e alterar o regime de chuvas no país.
Por Redação – Publicado em 23/06/2026 10:20 – Ilustração: Felipe Del Rio/Veja
O que antes era tratado como uma forte tendência meteorológica agora foi oficialmente chancelado pela comunidade científica internacional: o fenômeno climático El Niño já começou. De acordo com dados de agências de monitoramento global e climatologistas, o aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial atingiu patamares que confirmam não apenas a sua consolidação, mas também o prognóstico de que ele atuará com forte intensidade ao longo dos próximos meses.
A Dinâmica do Fenômeno
O El Niño é caracterizado pelo enfraquecimento dos ventos alísios e pelo consequente superaquecimento das águas do Pacífico. Essa mudança na temperatura oceânica altera profundamente a circulação de ventos e massas de ar em escala global, modificando o padrão de transporte de umidade. No Brasil, o fenômeno historicamente divide o território em cenários opostos e extremos de seca e chuva.
Os Efeitos Esperados para as Regiões do Brasil
O fortalecimento do El Niño acende o alerta de autoridades e setores como a agricultura e o abastecimento de energia, devido aos impactos diretos na geografia brasileira:
- Região Sul: Tradicionalmente sofre com o aumento expressivo no volume de chuvas. Há um risco acentuado de tempestades severas, enchentes, vendavais e precipitações muito acima das médias históricas, o que pode impactar as lavouras e a infraestrutura urbana.
- Regiões Norte e Nordeste: O cenário é oposto, caracterizando-se por uma severa redução nas chuvas. O El Niño forte favorece períodos de estiagem prolongada, secas extremas na Amazônia e no Semiárido, além de aumentar o risco de incêndios florestais e queimadas.
- Regiões Centro-Oeste e Sudeste: Os efeitos tendem a se manifestar no aumento das temperaturas médias, provocando ondas de calor mais frequentes. O comportamento das chuvas nessas regiões costuma ser mais irregular e de difícil previsão, mas frentes frias podem ficar bloqueadas, concentrando temporais no Sul.
Como se forma o El Niño
Entenda em detalhes:

Impactos Além do Clima
Especialistas em saúde pública e ecossistemas alertam que a chegada de um El Niño forte vai além do desconforto térmico. As alterações climáticas impulsionam a proliferação de vetores de doenças (como o mosquito da dengue em áreas chuvosas ou com armazenamento inadequado de água devido à seca), além de pressionar o preço dos alimentos devido a perdas agrícolas na entressafra e afetar a biodiversidade em florestas tropicais.
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