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ANS: Planos de saúde coletivos registram reajuste médio de 9,9% em 2026

O reajuste médio dos planos de saúde coletivos ficou em 9,9% no início de 2026, segundo a ANS. Apesar de ser o menor aumento em cinco anos, o índice supera

ANS: Planos de saúde coletivos registram reajuste médio de 9,9% em 2026
Airton Guimes da Silva
  • Publishedmaio 11, 2026

Variação média nos dois primeiros meses do ano reflete negociações entre empresas e operadoras; lucro do setor bate recorde

Por Agência O Globo – Publicado em 11/05/2026 às 16:17

Os planos de saúde coletivos — aqueles contratados por empresas, associações de classe ou empresários individuais — apresentaram um reajuste anual médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026. Embora este seja o menor índice de variação registrado em cinco anos, o aumento representa mais que o dobro da inflação oficial do período (IPCA), que ficou em 3,81%.

Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e confirmam a tendência antecipada pelo jornal O Globo em abril. A última vez que o setor registrou um índice menor foi em 2021 (6,43%), ano impactado pela redução de procedimentos eletivos durante a pandemia.

Diferença de reajuste por porte do contrato

A ANS destaca que o reajuste nos planos coletivos é fruto de livre negociação, mas os índices variam conforme o número de beneficiários vinculados ao contrato:

  • Planos com 30 ou mais vidas: Tiveram reajuste médio de 8,71%. Este grupo representa 77% dos clientes de planos coletivos.
  • Planos com até 29 vidas: Sofreram um aumento maior, chegando a 13,48% em média.

Diferente dos planos individuais e familiares, onde a ANS fixa o teto máximo de aumento, nos coletivos a agência atua apenas no monitoramento das negociações entre a pessoa jurídica contratante e a operadora.

Setor registra lucro recorde em 2025

O cenário de reajustes ocorre após um ano de resultados financeiros históricos para as operadoras. Em 2025, a saúde suplementar no Brasil registrou uma receita total de R$ 391,6 bilhões, com lucro líquido acumulado de R$ 24,4 bilhões — o maior patamar já registrado na série histórica. Na prática, o setor lucrou cerca de R$ 6,20 para cada R$ 100 recebidos.

Atualmente, o Brasil conta com 53 milhões de vínculos de planos de saúde. O crescimento de quase um milhão de novos contratos em um ano reforça a importância do setor, onde 84 em cada 100 clientes estão inseridos em modalidades coletivas.