Apesar da baixa incidência de novos casos semanais de SRAG por Covid-19, circulações de rinovírus e metapneumovírus preocupam; pesquisadores reforçam a necessidade de vacinação.
Por Agência Brasil/ Douglas Corrêa — Publicado em 09/10/2026 15:52 – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom
Novo boletim do sistema InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira, 8 de outubro, aponta que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados por vírus como rinovírus, metapneumovírus e Sars-CoV-2 registram tendência de aumento no cenário nacional. Por outro lado, o levantamento destaca que as novas internações semanais decorrentes da Covid-19 permanecem em patamares reduzidos.
Os dados epidemiológicos indicam uma leve retomada do crescimento nas hospitalizações de crianças e adolescentes na faixa de 2 a 14 anos, enquanto as demais faixas etárias mantêm estabilidade. Em contrapartida, os diagnósticos de SRAG provocados pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e pelo vírus Influenza B seguem em declínio no país, ao passo que as internações por Influenza A permanecem estáveis em níveis baixos.
No âmbito estadual, Alagoas, Roraima e Sergipe figuram em níveis de alerta, risco ou alto risco, impulsionados pela contaminação em público infantil — associada principalmente ao metapneumovírus nos casos alagoanos e sergipanos. Entre as capitais, Aracaju, Porto Alegre, Rio Branco, São Luís e Vitória concentram atenção médica por apresentarem índices elevados nas últimas semanas.
Diante do quadro, os pesquisadores da Fiocruz recomendam que os grupos prioritários mantenham atualizado o esquema vacinal contra a Covid-19 e destacam a importância da imunização de gestantes contra o VSR. A análise de mortalidade das últimas oito semanas confirma o impacto predominante da incidência de SRAG em crianças de até 2 anos e o maior índice de óbitos na população com 65 anos ou mais.
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