SUS vai oferecer testosterona de graça para homens, mas não para todos: entenda condições

Tratamento é voltado para pessoas com disfunções na liberação do hormônio, que não conseguem elevar níveis com adequações no estilo de vida

Por Veja Saúde — Publicado em 17/06/2026 11:17

O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a disponibilizar de forma totalmente gratuita o tratamento de reposição de testosterona para o público masculino. No entanto, as autoridades de saúde alertam que a medida não se trata de uma liberação irrestrita: o acesso ao hormônio injetável ou em gel seguirá critérios diagnósticos e protocolos clínicos extremamente rigorosos criados pelo Ministério da Saúde.

A incorporação do medicamento à rede pública tem como objetivo atender homens que sofrem de patologias crônicas específicas, como o hipogonadismo — condição médica na qual os testículos não produzem quantidades suficientes de testosterona. O fornecimento gratuito será direcionado para pacientes que apresentam sintomas consolidados e cujos exames laboratoriais comprovem níveis hormonais severamente baixos que não respondem a abordagens iniciais ou mudanças de estilo de vida.

Quais São as Condições para Receber o Hormônio?

Para evitar o uso indiscriminado, estético ou para fins de ganho de massa muscular (performance esportiva), o SUS estabeleceu um filtro clínico claro. Para ter direito ao medicamento, o paciente precisará passar por uma jornada de triagem:

Os Perigos do Uso Indiscriminado da Testosterona

A imposição de critérios rígidos pelo SUS é respaldada por sociedades médicas de endocrinologia e urologia. Especialistas reforçam que a reposição de testosterona em homens que possuem níveis normais para a idade — ou que buscam apenas efeitos estéticos de rejuvenescimento — acarreta graves riscos à integridade física.

O uso desnecessário e sem acompanhamento de hormônios andrógenos pode causar infertilidade (pela interrupção da produção natural dos testículos), aumento do número de glóbulos vermelhos (elevando o risco de trombose, infarto e AVC), problemas hepáticos e sobrecarga cardiovascular. Com a nova regulamentação, o fornecimento pelo SUS exigirá receita médica de controle especial emitida por especialistas e passará por auditoria das comissões de farmácia das secretarias de saúde.

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