Super El Niño avança no Pacífico e ameaça provocar ondas de calor e chuvas históricas no Brasil

elnino

Com anomalias térmicas acima de 2°C no Pacífico Equatorial, a versão de alta intensidade do fenômeno promete intensificar secas no Norte e precipitações extremas no Sul, exigindo atenção para o setor produtivo e de infraestrutura.

Por Ernesto Neves – Publicado em 18/08/2026 – 16:24

O Super El Niño (ou El Niño de forte intensidade) ocorre quando o aquecimento das águas da superfície do Oceano Pacífico Equatorial atinge níveis extraordinários, ultrapassando a marca de 2°C a 3°C acima da média histórica. Quando esse aquecimento oceânico se soma às tendências globais de elevação de temperatura, o resultado é a alteração substancial no padrão de circulação de ventos e massas de ar pelo planeta, gerando reflexos diretos no clima do Brasil.

Ao contrário de episódios mais suaves do fenômeno, a versão “Super” potencializa a frequência e a severidade de eventos climáticos extremos.

Como o fenômeno deve impactar cada região brasileira

1. Região Sul: Chuvas intensas, tempestades e risco de enchentes

O Sul do país é historicamente a região mais afetada pela abundância de umidade gerada pelo El Niño.

2. Região Norte: Seca severa e rios em níveis críticos

Na Bacia Amazônica, o efeito do fenômeno opera de forma oposta à do Sul.

3. Região Nordeste: Agravamento da estiagem no Semiárido

O Nordeste costuma registrar queda na média de chuvas durante episódios intensos do El Niño.

4. Região Centro-Oeste: Calor extremo e irregularidade no regime de chuvas

5. Região Sudeste: Picos de temperatura e tempestades de verão isoladas

Consequências para a economia e a infraestrutura

A ocorrência de um evento dessa magnitude traz implicações diretas para a economia do país:

Saiba mais 📲https://revistasaudeemforma.com.br/

Sair da versão mobile