Setembro Amarelo: saiba como diferenciar o comportamento típico da adolescência

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Psicólogo Filipe Colombini explica que a chave está em observar mudanças persistentes na rotina do jovem e orienta pais a escutarem sem julgamentos.

Por Redação – Publicado em 01/09/2026 às 14:35 – Foto: ChatGPT IA

No mês de conscientização da campanha Setembro Amarelo, a saúde mental dos adolescentes ganha protagonismo nas discussões familiares. É comum que os jovens busquem privacidade, mais tempo sozinhos no quarto e questionem regras como parte natural do desenvolvimento da autonomia. No entanto, quando esse comportamento deixa de ser eventual e passa a impactar negativamente a rotina, os pais devem ligar o sinal de alerta.

Segundo Filipe Colombini, psicólogo especialista em orientação parental e CEO da Equipe AT, a grande questão não é julgar um atrito isolado, mas sim observar se ocorreu uma mudança drástica em relação ao padrão habitual do jovem.

Sinais de Alerta no Comportamento Os pais devem observar se as alterações persistem e se afetam múltiplas áreas da vida, como escola, família e amigos:

Como Abordar o Filho Sem Gerar Afastamento Para evitar que o jovem se feche, o especialista orienta evitar discursos opinativos, críticas imediatas ou perguntas em tom de cobrança (como “Por que você está assim?”). O caminho mais produtivo envolve validar os sentimentos e focar na observação acolhedora (exemplo: “Percebi que você está mais quieto ultimamente e estou aqui se quiser conversar”).

Hora de Buscar Ajuda Profissional Caso sejam identificados comportamentos como automutilação, menções explícitas a desejo de morte ou ideação suicida, a busca por auxílio especializado (psicológico e psiquiátrico) deve ser imediata, sem jamais ser tratada como “drama” ou “uma fase passageira”. A intervenção precoce é fundamental para mitigar riscos e restabelecer o bem-estar emocional do adolescente.

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