Serviço de Neurocirurgia SUS da Santa Casa de Marília enfrenta risco de interrupção por fragilidade no financiamento

Instituição atende 1,3 milhão de habitantes e acumula déficit mensal de R$ 250 mil; valores pagos pelo SUS não cobrem sequer o aluguel de equipamentos

Por Redação- Publicado em: 14/05/2026 às 15:37

A Santa Casa de Marília emitiu um alerta crítico nesta quinta-feira (14) sobre a viabilidade do serviço de Neurocirurgia via SUS. Responsável pelo atendimento de alta complexidade para mais de 1,3 milhão de habitantes em 62 municípios (DRS-IX), a instituição afirma que o subfinanciamento público tornou a manutenção da especialidade “progressivamente insustentável”.

Desde setembro de 2024, a Santa Casa assumiu integralmente a demanda regional após a interrupção do serviço pelo Hospital das Clínicas (HC). Para evitar o colapso da assistência, o hospital investiu R$ 1,2 milhão em uma nova UTI e mantém um custo fixo mensal de R$ 200 mil com equipes multiprofissionais. No entanto, o déficit operacional acumulado já atinge a marca de R$ 4,75 milhões.

A conta que não fecha: Custos reais vs. Tabela SUS

O hospital detalhou a disparidade entre o custo dos procedimentos e o repasse do governo. A neurocirurgia lida com casos tempo-dependentes e de extrema gravidade, como AVCs, traumatismos cranianos e tumores cerebrais.

Impacto Regional

O serviço é vital para Marília e região, sendo a única porta de entrada para urgências neurológicas de alta complexidade. Atualmente, o déficit mensal estimado é de R$ 250 mil.

“A Santa Casa assumiu esse compromisso regional para evitar a desassistência, mas a continuidade desse cenário sem recomposição financeira poderá comprometer outros serviços essenciais da entidade”, alerta a direção do hospital.

Próximos Passos e Notificações

A administração da Santa Casa informou que a situação crítica já foi comunicada oficialmente aos seguintes órgãos:

  1. Secretaria Municipal de Saúde de Marília;
  2. Prefeitura Municipal;
  3. Departamento Regional de Saúde (DRS-IX);
  4. Ministério Público.

Até o momento, os atendimentos seguem sendo realizados normalmente, mas o hospital reforça que a ausência de novos aportes financeiros ou mecanismos de custeio poderá inviabilizar o serviço em curto prazo. A instituição busca diálogo com os gestores estaduais e municipais para encontrar uma solução urgente que garanta a segurança dos pacientes da região.

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