Governo britânico aceitará 44 recomendações regulatórias e promete apresentar plano completo até 2027 com metas para o NHS.
Por Redação — Publicado em 06/10/2026 16:15 – Foto: Adobe Stock
O governo do Reino Unido passará a exigir um monitoramento constante e contínuo para dispositivos médicos baseados em Inteligência Artificial (IA), mesmo após a aprovação inicial de uso. A declaração foi feita nesta terça-feira, 6 de outubro, por Lawrence Tallon, diretor-executivo da Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) do Reino Unido.
A medida substitui o modelo tradicional de verificação única prévia à liberação por um processo de acompanhamento do ciclo de vida dos softwares. O governo britânico confirmou que aceitará todas as 44 recomendações apresentadas em relatório recente sobre o processo de aprovação dessas ferramentas tecnológicas.
Com essa iniciativa, o Reino Unido se torna o primeiro país a desenvolver diretrizes abrangentes voltadas para os riscos e particularidades da IA no setor da saúde. O governo comprometeu-se a publicar uma versão preliminar do plano de implementação no final deste ano e o plano definitivo com prazos e metas para o Serviço Nacional de Saúde (NHS) até a primavera de 2027.
Segundo a MHRA, a transição para sistemas de IA com algoritmos não determinísticos — que aprendem, evoluem e se adaptam continuamente à medida que são utilizados pelos profissionais de saúde — exige mecanismos regulatórios mais sofisticados.
A agência reguladora britânica anunciou ainda o início das inscrições para a terceira fase do programa “AI Airlock”, voltado especificamente para a vigilância pós-comercialização e o monitoramento em tempo real do comportamento dessas tecnologias dentro da prática clínica.
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