A presença de patologias específicas impede o uso de canetas emagrecedoras, enquanto outras situações exigem supervisão médica redobrada.
Por Maurício Brum (Saúde Abril) — Publicado em 06/11/2026 às 11:07 – Foto: Eli Lilly/Divulgação)
O Mounjaro (cujo princípio ativo é a tirzepatida), medicamento amplamente conhecido por sua eficácia no tratamento do diabetes tipo 2 e no auxílio ao emagrecimento, tornou-se um dos assuntos mais buscados nos consultórios médicos. No entanto, assim como outros compostos da mesma categoria, o fármaco apresenta contraindicações severas e situações que exigem cautela extrema antes do início do tratamento.
Especialistas em endocrinologia e medicina metabólica reforçam que o uso dessas canetas injetáveis não é livre de riscos e jamais deve ser feito sem acompanhamento e prescrição profissional.
Quem NÃO pode tomar Mounjaro?
A bula e as diretrizes médicas apontam contraindicações absolutas para determinados grupos:
- Histórico pessoal ou familiar de CMT (Carcinoma Medular de Tireoide): Pacientes com histórico da doença ou portadores da Síndrome de Neoplasia Endócrina Múltipla (NEM) não devem utilizar o medicamento, devido aos riscos associados identificados em estudos pré-clínicos com roedores.
- Alergia à tirzepatida ou a qualquer componente da fórmula: Pessoas que já apresentaram reações de hipersensibilidade ao princípio ativo ou aos excipientes do medicamento estão proibidas de usá-lo.
- Gestantes e mulheres lactantes: Não há dados conclusivos e seguros suficientes sobre o uso da tirzepatida durante a gravidez e o período de amamentação, o que torna o seu uso contraindicado para esse público.
- Crianças e adolescentes: O uso do Mounjaro não é recomendado para menores de idade, visto que sua segurança e eficácia ainda não foram amplamente estabelecidas para pacientes pediátricos.
Situações que exigem cautela redobrada
Além das contraindicações absolutas, o uso do Mounjaro exige avaliação médica rigorosa e monitoramento contínuo em pacientes que apresentam:
- Histórico de pancreatite: O uso de agonistas dos receptores de GLP-1 e GIP pode elevar o risco de inflamações no pâncreas;
- Distúrbios gastrointestinais graves: Doenças graves no trato digestivo exigem cautela, já que o medicamento retarda o esvaziamento gástrico;
- Doença renal ou hepática avançada: O ajuste de doses e o acompanhamento laboratorial devem ser rigorosos.
A orientação dos especialistas é unânime: antes de iniciar qualquer tratamento com canetas emagrecedoras, é fundamental passar por uma consulta médica completa com exames laboratoriais atualizados para garantir a segurança da terapia.
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