A suplementação com a proteína do soro do leite é considerada segura durante a lactação, mas deve ser recomendada por médicos ou nutricionistas apenas quando a ingestão via alimentação tradicional for insuficiente.
Por Layla Shasta / Veja Saúde – Publicado em 08/09/2026 às 10:53 – Foto: Magnific
O período de amamentação exige uma demanda energética e nutricional elevada do organismo da mulher. Para garantir a produção de leite de qualidade e a manutenção da saúde materna, o aporte adequado de proteínas é fundamental. Nesse contexto, surge uma dúvida frequente nos consultórios: mulheres em fase de amamentação podem consumir whey protein?
A resposta de médicos e nutricionistas é afirmativa, com ressalvas: o consumo da proteína em pó é seguro para lactantes, mas seu uso não deve ser indiscriminado e precisa passar por uma avaliação individualizada.
Quando o uso é indicado?
O whey protein é extraído do soro do leite de vaca e possui alto valor biológico. A indicação de uso surge quando a mãe não consegue atingir as metas diárias de proteína exclusivamente pela alimentação sólida (ovos, carnes, leguminosas e laticínios), seja por falta de tempo na rotina intensa com o bebê ou por restrições na dieta.
Cuidados e critérios de escolha para lactantes
A escolha do produto exige atenção redobrada aos rótulos e à formulação:
- Saborizantes e Adoçantes Artificiais: Deve-se dar preferência a versões sem aromatizantes sintéticos, corantes ou adoçantes artificiais como sucralose, acessulfame-k e sacarina. Opções neutras ou adoçadas com estévia e taumatina são mais recomendadas.
- Componentes Estimulantes: Lactantes devem evitar versões de whey protein combinadas com cafeína, termogênicos ou pré-treinos, pois essas substâncias podem passar para o leite materno e causar agitação no bebê.
- Alergias e Intolerâncias: Mães de bebês com suspeita ou diagnóstico de Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) não devem consumir whey protein, devendo optar por proteínas vegetais (ervilha, arroz, soja) sob supervisão profissional.
A orientação profissional de um nutricionista ou pediatra garante que a suplementação atenda rigorosamente às necessidades individuais da mãe e do bebê, sem substituir refeições completas e equilibradas.
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