Teste que mede a proteína p-tau217 passa a ser oferecido no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, por valor estimado de R$ 3 mil; alternativa reduz a necessidade de exames invasivos como a punção lombar.
Por Redação g1 — Porto Alegre — Publicado em 16/10/2026 16:02 – Foto: Divulgação
Um avanço significativo na medicina diagnóstica acaba de estrear no Brasil. Chegou ao país o primeiro exame de sangue para identificação do Alzheimer com registro oficial concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O teste começou a ser oferecido nesta quinta-feira (15 de outubro) de forma pioneira no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS).
Disponível inicialmente apenas na rede privada, o exame tem custo estimado em cerca de R$ 3 mil. A tecnologia é capaz de substituir, na grande maioria dos casos, métodos mais caros e invasivos atualmente utilizados para confirmar a doença, como a tomografia por emissão de pósitrons (PET amiloide) e a coleta de líquor por meio de punção lombar.
Como Funciona o Teste
O exame utiliza a plataforma Lumipulse para dosar os níveis da proteína p-tau217 no plasma sanguíneo. Essa substância é uma versão modificada da proteína tau e atua como um marcador indireto do acúmulo de placas de beta-amiloide no cérebro — um dos principais sinais biológicos da Doença de Alzheimer.
Estudos internacionais e validações locais indicam que o teste possui acurácia e especificidade superiores a 90%.
Quem Pode Fazer
O exame não é indicado para prevenção ou triagem de pessoas assintomáticas. O protocolo de uso exige:
- Pacientes com mais de 50 anos que já apresentem queixas cognitivas e sintomas clínicos confirmados por testes neurológicos;
- Prescrição médica fundamentada por especialistas (neurologistas, geriatras ou psiquiatras) para esclarecimento de dúvidas diagnósticas.
Inclusão no SUS
Atualmente, o teste está restrito ao atendimento particular. O Ministério da Saúde informou que ainda não recebeu nenhum pedido formal da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) para avaliar a inclusão do exame de p-tau217 no Sistema Único de Saúde, etapa indispensável para que a tecnologia chegue à rede pública.
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