Conceito revelado pelo Dr. Gilberto Kocerginsky foca na prevenção de doenças articulares e musculares antes do surgimento de sintomas, utilizando a própria fisiologia do corpo
Publicado em 29/04/2026 – 14:17
O termo pode parecer novo, mas o conceito é fundamental para quem busca longevidade ativa: Prejuvenation. A junção de “prevenção” com “juventude” define uma área da medicina que não foca apenas em remediar danos, mas em evitar que o processo de envelhecimento se torne patológico.
Segundo o Dr. Gilberto Kocerginsky, médico do esporte e especialista em medicina regenerativa, o foco atual é garantir a senescência (envelhecimento saudável) em vez da senilidade (envelhecimento doente). “O verdadeiro rejuvenescimento ainda não é possível na atual medicina, mas você tem como prevenir o envelhecimento doente”, afirma o especialista.
O Solo e a Semente: O Papel dos Ortobiológicos
Na medicina regenerativa, o corpo é tratado como um ecossistema onde o “terreno biológico” é tão importante quanto o tratamento em si. Antes de aplicar qualquer “semente” — como o PRP (Plasma Rico em Plaquetas) ou células sinalizadoras — é preciso preparar o solo através do estilo de vida.
“A medicina regenerativa não é o último recurso, ela é o primeiro. Ela atua desde o princípio. As pessoas acham que é só aplicar a célula-tronco ou o exossomo, mas até chegar ao semear, eu preciso preparar o terreno”, explica o Dr. Gil.
A Particularidade Feminina e o Ciclo Hormonal
Para as mulheres ativas, o controle hormonal é o pilar central do prejuvenation. O estradiol e a progesterona são sinalizadores cruciais para a produção de colágeno e saúde dos tendões.
O Dr. Gilberto destaca que o timing da coleta de materiais biológicos pode ser otimizado conforme o ciclo menstrual: o período entre a menstruação e a ovulação seria o ideal para potencializar a reação natural de produção de colágeno no corpo feminino.
Além da Sarcopenia: O combate à Sarcodimia
O envelhecimento traz o risco da sarcopenia (perda de massa magra), mas o especialista alerta para a sarcodimia: a perda de força e potência muscular. O foco da medicina regenerativa, nestes casos, é devolver a funcionalidade. “Se devolvemos função e qualidade, não necessariamente a anatomia visual precisa mudar”, pontua.
Tecnologia, Segurança e Regulação
Em casos avançados, como a osteoartrose de joelho, a medicina já utiliza modelos 3D de matriz de cartilagem. Contudo, o Dr. Gil faz um alerta rigoroso sobre as normas da ANVISA:
- Ambiente Estéril: Procedimentos que demandam aspirado de gordura ou medula óssea devem ser feitos em ambiente cirúrgico com anestesista.
- Kits Autorizados: O uso de material de “uso fechado” é indispensável para evitar contaminação.
- Precisão: O uso de imagem (como o ultrassom) é obrigatório para garantir que o material seja depositado no local exato, evitando lesões.
Sobre o Dr. Gilberto Kocerginsky
Conhecido como Dr. Gil, é médico formado pela UFF, com especializações internacionais pelo Cenegenics Institute e pela American Academy of Anti-Aging Medicine (A4M). Após superar um câncer, redirecionou sua carreira para a medicina integrativa, dor e performance. Atualmente, é diretor técnico do Instituto Gilberto Kocerginsky, em Curitiba (PR), e médico responsável pelo Curitiba Rugby Clube.
