Por que sentimos mais fome quando a temperatura cai? Especialista explica a ciência por trás do apetite no frio

A ciência comprova que o aumento do apetite no inverno vai além do psicológico. O processo de termorregulação e alterações hormonais elevam o desejo por alimentos calóricos.

Por Redação- Publicado em 25 de maio de 2026 às 10:45

O frio realmente aumenta a fome. Essa percepção comum não é apenas psicológica e a ciência explica as razões: quando os termômetros caem, o corpo gasta mais energia para manter a temperatura interna estável, gerando um aumento natural do apetite. Esse mecanismo biológico é conhecido como termorregulação.

Outro fator crucial que entra nessa conta é a oscilação na produção de hormônios ligados ao bem-estar e à saciedade, como a serotonina e a leptina, cujos níveis costumam cair devido à mudança de estação e à menor exposição solar. O médico especialista em hormonologia e longevidade, Dr. Marcelo Bechara, explica que, em resposta ao frio e aos dias menos ensolarados, o organismo eleva o desejo por alimentos mais calóricos e ricos em carboidratos como forma de compensação.

De acordo com o especialista, trata-se de uma resposta fisiológica na qual o corpo busca fontes rápidas de energia e conforto térmico, impulsionando a vontade de consumir doces e massas. O problema central acontece quando esse comportamento se transforma em excesso e passa a vir acompanhado pelo sedentarismo.

A redução drástica na prática de exercícios físicos durante as épocas mais frias do ano também exerce forte influência no ganho de peso. Ao passar mais tempo dentro de casa, muitas pessoas tendem a comer por força do hábito, ansiedade ou puro tédio. Isso gera uma falsa sensação de fome, favorecendo o acúmulo de gordura e o desenvolvimento de distúrbios metabólicos.

O médico reforça que o aumento da fome no frio pode ser controlado perfeitamente com estratégias simples no cotidiano. Priorizar o consumo de alimentos ricos em fibras e proteínas ajuda a prolongar a saciedade, enquanto manter uma boa hidratação e horários regulares para as refeições principais evita episódios de fome por impulso.

Também é fundamental não abandonar a prática regular de atividades físicas, mesmo nos dias mais gelados, já que a inatividade física sabota o metabolismo e aumenta a compulsão alimentar. Preparos como sopas nutritivas, legumes cozidos, frutas, oleaginosas e carboidratos de boa qualidade e baixo índice glicêmico podem trazer o aconchego necessário sem prejudicar a saúde do indivíduo, conclui Bechara.

O Dr. Marcelo Bechara é médico clínico e cirurgião geral, formado em Medicina pela Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES) há mais de 16 anos. Possui especializações em Saúde Integrada, Longevidade e Reposição Hormonal pela Harvard Medical School, além de ser autor dos livros A Chave do Emagrecimento e Obesidade – O saber e a inovação curam patologias. Ele conduz seus atendimentos com foco em medicina preventiva na sua clínica em Praia Grande, no litoral de São Paulo.

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