Pembrolizumabe: Como funciona a imunoterapia de alto custo que revolucionou a oncologia no Brasil

Com mais de 40 indicações aprovadas no país para o tratamento de diversos tumores, o medicamento biológico ganha nova forma de aplicação e transforma a rotina de pacientes com câncer.

Por Larissa B/ Veja Saúde – Publicado em 22/07/2026 – 17:33

O pembrolizumabe (comercialmente conhecido como Keytruda) tornou-se um dos pilares da oncologia moderna e um dos medicamentos de alto custo mais prescritos no Brasil e no mundo. Pertencente à classe das imunoterapias, a substância revolucionou a abordagem contra os tumores ao propor uma estratégia diferente da quimioterapia tradicional: em vez de atacar as células doentes diretamente, o remédio estimula e “desbloqueia” o próprio sistema imunológico do paciente para que ele identifique e destrua o câncer.

Atualmente, o fármaco conta com mais de 40 indicações aprovadas no país pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), abrangendo diagnósticos como melanoma, câncer de pulmão, rim, cabeça e pescoço, mama, bexiga, cólon, entre outros.

Mecanismo de ação e avanço na aplicação

O pembrolizumabe atua bloqueando a proteína PD-1, presente na superfície das células de defesa (linfócitos T). Muitas células cancerosas utilizam essa via para se “esconder” do sistema imune, enviando um sinal falso de que são tecidos saudáveis. Ao inibir o receptor PD-1, a medicação remove esse freio biológico, permitindo que as células de defesa reconheçam o tumor como uma ameaça e passem a combatê-lo.

A evolução mais recente do tratamento envolve a sua forma de administração:

Apesar dos resultados promissores e de maior tolerabilidade em comparação à quimioterapia convencional, a terapia requer acompanhamento médico rigoroso para prevenir e tratar possíveis reações autoimunes decorrentes da hiperativação do sistema defensivo do organismo.

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