Estruturas microscópicas do órgão produzem suco pancreático e hormônios como a insulina, essenciais para a quebra de nutrientes e a regulação da glicose no organismo.
Por Veja Saúde – Publicado em 08/09/2026 às 10:43
O pâncreas ganhou protagonismo na medicina moderna com a ascensão dos medicamentos análogos de GLP-1 (as chamadas canetas emagrecedoras, como semaglutida e tirzepatida). No entanto, o papel desse órgão misto — com funções exócrinas e endócrinas — vai muito além da resposta a esses fármacos: ele é o verdadeiro motor da transformação de alimentos em energia utilizável pelo corpo humano.
Anatomicamente localizado atrás do estômago, o pâncreas opera em duas frentes fundamentais:
1. Função Exócrina: Quebra dos Alimentos
Representando cerca de 95% do tecido pancreático, os ácinos pancreáticos produzem diariamente mais de um litro de suco pancreático. Essa mistura contém bicarbonato de sódio (que neutraliza o ácido gástrico) e enzimas digestivas essenciais:
- Amilase: Quebra carboidratos complexos em açúcares simples.
- Lipase: Atua no desdobramento das gorduras em ácidos graxos.
- Proteases (Tripsina e Quimiotripsina): Digere proteínas em aminoácidos.
2. Função Endócrina: Controle da Glicemia e Energia
Dispersas entre os ácinos estão as ilhotas pancreáticas (ou ilhotas de Langerhans), agrupamentos celulares encarregados da produção hormonal direta na corrente sanguínea:
- Células Beta (Insulina): Permitem a entrada da glicose nas células para geração de energia ou armazenamento. É o principal alvo de estímulo indireto dos medicamentos agonistas do receptor de GLP-1.
- Células Alfa (Glucagon): Estimulam a liberação de glicose estocada no fígado quando os níveis no sangue caem.
A atuação conjunta dessas estruturas garante que os nutrientes sejam devidamente quebrados no intestino delgado e absorvidos, mantendo a taxa de açúcar no sangue em níveis seguros.
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