O sintoma de câncer de intestino que 4 em 10 brasileiros preferem não investigar
Uma pesquisa indica que 4 em cada 10 brasileiros preferem não investigar a presença de sangue nas fezes, um dos principais sintomas do câncer de intestino. O post destaca a
Exame de rastreamento é simples, indolor e fundamental para descobrir tumores em estágio inicial, mas resistência cultural e tabus ainda afastam a população dos consultórios.
Por Redação – Publicado em 20/07/2026 – 16:40
O câncer de intestino (colorretal) é um dos tumores mais frequentes na população brasileira, mas a prevenção da doença ainda esbarra em tabus e na falta de informação. Dados apontam que cerca de 4 em cada 10 brasileiros que notam a presença de sangue nas fezes preferem ignorar o sinal e deixam de procurar ajuda médica especializada para investigar a causa do problema.
A resistência em investigar o sintoma acende um sinal de alerta na comunidade médica. O sangramento é um dos indícios mais comuns e precoces de lesões no cólon e no reto, incluindo pólipos que, se não forem removidos, podem se transformar em tumores malignos ao longo dos anos.
Exame simples de rastreio esbarra no preconceito
A detecção precoce do problema pode ser feita por meio de um procedimento simples, acessível e indolor: o exame de pesquisa de sangue oculto nas fezes. Realizado a partir de uma pequena amostra coletada pelo próprio paciente em casa, o teste laboratorial consegue identificar micropartículas de sangue que não são visíveis a olho nu, servindo como uma triagem fundamental antes da indicação de exames mais complexos, como a colonoscopia.
Apesar da facilidade do rastreamento, o estigma que envolve a saúde intestinal e o medo de um diagnóstico grave fazem com que uma parcela significativa da população adie a consulta médica. Especialistas reforçam que nem todo sangramento nas fezes indica a presença de um câncer — o sintoma também está associado a condições benignas, como hemorroidas, fissuras anais e doenças inflamatórias —, mas a investigação clínica é indispensável para descartar riscos.
Quando iniciar os exames preventivos?
As diretrizes médicas recomendam que homens e mulheres sem histórico familiar da doença iniciem o rastreamento ativo a partir dos 45 ou 50 anos de idade, mesmo que não apresentem nenhum tipo de sintoma. Para indivíduos que possuem parentes de primeiro grau com diagnóstico de câncer colorretal, a rotina de exames deve começar ainda mais cedo, seguindo a orientação de um gastroenterologista ou coloproctologista.
Além do sangramento visível ou oculto, outros sinais persistentes devem motivar uma consulta médica imediata:
- Alterações frequentes no hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre que não passam);
- Sensação de que o intestino não foi completamente esvaziado após evacuar;
- Dor ou desconforto abdominal crônico (cãibras ou gases em excesso);
- Perda de peso inexplicável e fraqueza constante devido à anemia.
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