Diurético acelera a eliminação de água e sais minerais do organismo e é banido pela Agência Mundial Antidoping (WADA) por sua capacidade de ocultar outras substâncias dopantes na urina.
Por Maurício Brum – Publicado em 09/10/2026 14:53 – Foto: Redes sociais/Reprodução
A suspensão do atleta Jefté, do Palmeiras, após testar positivo em um controle antidoping, acendeu o debate sobre o uso de medicamentos diuréticos no esporte profissional. A substância identificada nos exames do jogador foi a furosemida, um fármaco amplamente utilizado na medicina tradicional, mas estritamente banido pelas autoridades de controle antidopagem esportiva.
A furosemida é um diurético de alça de alta potência, indicado clinicamente para tratar quadros de retenção de líquidos (edemas), hipertensão arterial e insuficiência cardíaca ou renal. No organismo humano, o medicamento atua diretamente nos rins, inibindo a reabsorção de sódio e cloro, o que força o corpo a excretar volumes significativamente maiores de água e sais minerais através da urina.
No contexto do esporte de alto rendimento, a Agência Mundial Antidoping (WADA) enquadra a furosemida na categoria de agentes mascarantes. A substância é proibida tanto em período de competição quanto fora dele. O motivo principal para a vedação é que o aumento expressivo no volume urinário dilui a concentração de eventuais resíduos metabólicos, tornando mais difícil a detecção de anabolizantes, hormônios e outras substâncias proibidas.
Além do potencial de alterar os resultados dos exames antidoping, a furosemida é utilizada de forma irregular por atletas que buscam a perda rápida de peso corporal em modalidades divididas por categorias de peso. O uso sem acompanhamento médico rigoroso envolve riscos graves à saúde, como desidratação severa, desequilíbrio eletrolítico, cãibras musculares e arritmias cardíacas.
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