O efeito colateral do emagrecimento rápido: uso de “canetas” emagrecedoras impulsiona queixas de flacidez facial
Redução drástica de medidas em curto espaço de tempo impede que a pele acompanhe a nova anatomia do corpo; tratamentos não invasivos surgem como alternativa à cirurgia plástica Por Redação
Redução drástica de medidas em curto espaço de tempo impede que a pele acompanhe a nova anatomia do corpo; tratamentos não invasivos surgem como alternativa à cirurgia plástica
Por Redação – Publicado em 21/05/2026 – 09:38
O avanço farmacológico e a popularização das chamadas “canetas de emagrecimento” — medicamentos análogos do GLP-1 — revolucionaram o tratamento da obesidade, promovendo perdas de peso expressivas e rápidas. No entanto, junto com os ponteiros mais baixos na balança, um número crescente de pacientes tem compartilhado a frustração com um efeito colateral inesperado e pouco debatido nos consultórios: a flacidez severa da pele, manifestada de forma precoce principalmente na região do rosto.
Esse fenômeno, que já vem sendo apelidado popularmente no universo da estética de “rosto derretido”, ocorre porque o emagrecimento acelerado interrompe o tempo de adaptação natural do tecido cutâneo. A perda rápida de volume gorduroso intensifica o esvaziamento das estruturas de sustentação e acelera a degradação do colágeno e da elastina, as proteínas estruturais responsáveis por manter a firmeza da derme.
O cirurgião plástico Dr. Wendell Uguetto esclarece que o processo independe do fator etário do indivíduo:
“Quando ocorre uma perda de peso muito significativa em um curtíssimo período, o tecido epitelial simplesmente nem sempre consegue acompanhar o ritmo dessa mudança interna do corpo. Isso resulta em um excedente de pele e flacidez visível, atingindo inclusive pacientes jovens que teoricamente teriam uma boa elasticidade”, explica o médico.
Ultrassom Microfocado como Aliado na Recuperação
Para contornar o problema sem a necessidade de intervenções cirúrgicas agressivas, como o lifting facial ou a abdominoplastia, a medicina estética tem apostado no uso de tecnologias de alta precisão. O principal destaque da atualidade recai sobre o ultrassom microfocado, uma técnica não invasiva capaz de atuar nas camadas mais profundas e musculares da pele para estimular a neocolagênese (produção de novo colágeno) de dentro para fora.
Um dos equipamentos que vem ganhando espaço no mercado clínico é o Lincurve. A tecnologia se diferencia dos aparelhos tradicionais do setor por contar com uma ponteira curva anatômica. Esse design permite que o aplicador se adapte perfeitamente às curvas naturais do rosto e de áreas críticas do corpo que também sofrem com a perda de medidas, como o abdômen, a face interna das coxas e os braços.
Fluxo de ação do Ultrassom Microfocado Anatômico
- Ponteira curva adaptada à anatomia
- Disparo de energia térmica focada
- Atendimento das camadas profundas (sem cortes)
- Estímulo contínuo de colágeno e elastina
- Retração gradual do tecido e ganho de firmeza
O formato curvo otimiza o acoplamento do aparelho à pele do paciente, garantindo que a energia térmica seja distribuída com maior homogeneidade e precisão. Como resultado prático, o procedimento consegue ser mais eficiente na ancoragem muscular, gerando menos desconforto e dor durante a aplicação em comparação com as tecnologias de ponteiras planas.
Protocolo de Tratamento e Prevenção Ativa
De acordo com as diretrizes do Dr. Wendell Uguetto, o uso do ultrassom microfocado não deve ser encarado apenas como um remédio tardio, mas como uma estratégia preventiva associada ao próprio processo de emagrecimento. O tratamento pode ser indicado de forma preventiva a partir dos 30 anos — idade em que o corpo humano reduz naturalmente a produção de colágeno — ou imediatamente após o início de tratamentos médicos voltados à perda de peso.
Os dados técnicos do protocolo ambulatorial incluem:
- Tempo de Sessão: Cada aplicação dura entre 45 minutos e 1 hora, dependendo da extensão da área tratada;
- Recuperação Imediata: Por ser um procedimento minimamente invasivo, que dispensa cortes, furos ou agulhas, o paciente não necessita de repouso, estando liberado para retornar ao trabalho e às atividades físicas no mesmo dia;
- Periodicidade: A recomendação geral dos especialistas é de que sejam realizadas duas sessões anuais, variando conforme a avaliação médica individual e o grau de flacidez apresentado.
A discussão em torno do “rosto derretido” acende um alerta fundamental na comunidade médica sobre os limites da perda de peso sem planejamento. Especialistas reforçam que o gerenciamento da obesidade ou do sobrepeso deve ser obrigatoriamente multidisciplinar, associando a perda de gordura a cuidados dermatológicos complementares, ingestão hídrica correta, suporte nutricional e treinos de força para preservar a massa magra e a saúde integrativa do corpo.
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