Nova era no combate à enxaqueca: conheça os tratamentos modernos que estão transformando a vida dos pacientes

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Low angle view of distraught man holding his head in pain while sitting in the living room.

Inovações biológicas como os anticorpos monoclonais anti-CGRP, os comprimidos gepantes e o bloqueio de nervos garantem terapias específicas, seguras e com menos efeitos colaterais para quem sofre de dores frequentes.

Por Veja Saúde – Publicado em 18/08/2026 – 16:38 – Foto: Magnific

A medicina vive uma transformação histórica no enfrentamento da enxaqueca, condição neurológica que afeta milhões de pessoas e figura entre as principais causas de incapacidade no mundo. Se no passado os pacientes dependiam de medicamentos adaptados de outras doenças (como anticonvulsivantes e antidepressivos), hoje o cenário conta com terapias criadas especificamente para neutralizar os mecanismos biológicos da dor.

Entre os avanços mais expressivos estão os anticorpos monoclonais anti-CGRP. Aplicados por via subcutânea (geralmente uma vez por mês), esses medicamentos bloqueiam o peptídeo relacionado ao gene da calcitonina (CGRP), substância chave no disparo das crises. O resultado é a redução expressiva na frequência, intensidade e duração dos episódios de dor, com mínimos efeitos colaterais.

Bloqueio de nervos e Toxina Botulínica

Para além das terapias biológicas injetáveis, procedimentos minimamente invasivos vêm conquistando espaço em centros de neurologia:

Gepantes: a nova geração de comprimidos orais

No campo das medicações orais, a chegada dos gepantes (rimegepant, ubrogepant e atogepant) representa outro marco significativo. Essas drogas atuam sobre o receptor do CGRP, oferecendo ação rápida e reversível.

Ao contrário dos analgésicos tradicionais, os gepantes não provocam o chamado “efeito rebote” (piora da dor decorrente do uso excessivo de remédios) e não causam dependência, atuando tanto no alívio imediato da crise quanto na prevenção contínua.

O futuro da medicina personalizada da dor

A ciência continua a avançar com novas frentes de pesquisa, como os anticorpos anti-PACAP, que miram outro mensageiro químico envolvido nas crises e mostram resultados promissores para pacientes que não responderam às terapias disponíveis.

Com a combinação de diagnósticos precisos e escolhas terapêuticas customizadas, especialistas destacam que o foco da medicina de dor migrou do mero alívio sintomático para a devolução da autonomia e da qualidade de vida dos pacientes.

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