Nem sangue doce, nem azar: a ciência revela por que os mosquitos escolhem certas pessoas como alvo

Dióxido de carbono, odores da microbiota da pele e variações na temperatura corporal explicam por que alguns indivíduos são alvos preferenciais desses insetos.

Por Redação – Publicado em 24/07/2026 – 15:50

Se você sente que é o alvo predileto dos mosquitos enquanto quem está ao seu lado passa ileso, saiba que não se trata de uma falsa impressão — e tampouco do lendário “sangue doce”. A ciência confirma que certas pessoas são significativamente mais atraentes para esses insetos, mas a razão por trás dessa preferência reside em uma complexa combinação de compostos químicos corporais, taxa respiratória e temperatura.

As fêmeas dos mosquitos (únicas responsáveis pelas picadas) utilizam sensores aguçados capazes de detectar o dióxido de carbono ($CO_2$) liberado pela respiração humana a dezenas de metros de distância. Conforme se aproximam da vítima, outros gatilhos determinam o ataque.

O papel do odor e os mitos derrubados

A pele humana abriga uma microbiota rica que interage com o suor, produzindo centenas de substâncias químicas. Essa combinação gera uma espécie de “assinatura de odor” individual que atrai ou repele os insetos.

Pesquisadores desmistificaram vários conceitos populares e identificaram fatores reais de atração:

Proteção e combate a arboviroses

Com o avanço e a preocupação em relação a doenças como dengue, zika e chikungunya, decifrar os mecanismos de atração dos mosquitos tornou-se prioritário para a saúde pública. Enquanto pesquisas não resultam em novas tecnologias de bloqueio do receptor de odores dos insetos, especialistas reforçam as medidas clássicas de prevenção:

  1. Uso de repelentes regulamentados pelas autoridades sanitárias;
  2. Uso de roupas compridas, de cores claras e caimento folgado;
  3. Instalação de mosquiteiros e telas em portas e janelas.

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