Mulher usa touca de cetim e vai parar no hospital por conta de bactéria

Usada para proteger os fios de danos físicos, a touca pode contribuir para a proliferação de fungos e bactérias sem o devido cuidado

Por Maurício Brum – Publicado em 01/07/2026 16:58

O que era para ser apenas um truque de beleza noturno para acordar com os cabelos alinhados e sem frizz transformou-se em um caso grave de internação hospitalar. Uma mulher precisou receber cuidados médicos urgentes após contrair uma infecção bacteriana severa no couro cabeludo, diretamente associada ao uso inadequado e à falta de higienização de uma touca de cetim.

O caso acendeu a luz de alerta entre dermatologistas e tricologistas. Embora o cetim seja amplamente recomendado por reduzir o atrito dos fios com o travesseiro, preservando a hidratação natural do cabelo, o acessório exige cuidados rigorosos para não se tornar a origem de patologias dermatológicas.

O Perigo do Ambiente Abafado e Úmido

O grande erro que costuma levar a complicações médicas é a combinação de três fatores: falta de lavagem da touca, suor e cabelos guardados ainda úmidos.

O couro cabeludo produz calor e sebo naturalmente. Quando abafado pelo tecido do cetim por muitas horas seguidas durante o sono, o local vira o ambiente perfeito — escuro, quente e úmido — para a proliferação acelerada de fungos e bactérias. No caso da paciente internada, os micro-organismos encontraram uma porta de entrada na barreira cutânea, resultando em uma infecção bacteriana que exigiu intervenção hospitalar e tratamento com antibióticos.

Como Proteger o Cabelo sem Correr Riscos:

Para continuar aproveitando os benefícios estéticos do cetim sem colocar a saúde da pele e do couro cabeludo em risco, especialistas recomendam adotar quatro regras básicas de higiene:

Ao notar qualquer sinal de coceira persistente, vermelhidão, descamação excessiva, feridas ou dor na raiz do cabelo, suspenda o uso imediatamente e procure orientação de um dermatologista.

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