Mounjaro na menopausa: Reposição hormonal pode ser aliada no emagrecimento, diz pesquisa

Pesquisa acompanhou 120 mulheres e revelou que o equilíbrio dos hormônios sexuais femininos otimiza a resposta metabólica ao medicamento tirzepatida.

Por Diogo Sponchiato – Publicado em 01/06/2026 às 15:05 – Foto: Cavan Images/Getty Images

A chegada da menopausa traz consigo uma série de transformações metabólicas que costumam dificultar a perda de peso. No entanto, um novo estudo científico acende uma luz de esperança para as mulheres que enfrentam a obesidade nessa fase da vida: a associação da Terapia de Reposição Hormonal (TRH) pode potencializar significativamente o efeito emagrecedor do medicamento Mounjaro (tirzepatida).

A pesquisa clínica acompanhou de perto um grupo de 120 mulheres no período pós-menopausa, todas em tratamento contra o sobrepeso ou obesidade. Os resultados apontaram que as pacientes que faziam o uso combinado da reposição de hormônios (como o estrogênio) e das injeções semanais de tirzepatida apresentaram uma redução de peso corporal mais acentuada e consistente do que o grupo que utilizava apenas o medicamento emagrecedor.

Especialistas explicam que a queda drástica do estrogênio após a menopausa altera o padrão de distribuição da gordura corporal — que passa a se concentrar mais na região abdominal — e reduz o gasto energético em repouso. Ao restabelecer os níveis hormonais por meio da TRH, o organismo feminino recupera parte de sua eficiência metabólica original, criando um ambiente biológico muito mais receptivo aos mecanismos de ação do Mounjaro.

Como atua o Mounjaro: A tirzepatida é um medicamento inovador que atua como um duplo agonista dos receptores de GIP e GLP-1 — hormônios que mimetizam a saciedade no cérebro, retardam o esvaziamento gástrico e melhoram a secreção de insulina.

Sinergia metabólica e os benefícios da associação

A principal implicação do estudo é que a reposição hormonal e o Mounjaro atuam em vias complementares no organismo. Enquanto a tirzepatida reduz drasticamente o apetite e melhora o controle glicêmico, os hormônios sexuais femininos regulam a oxidação de gorduras e a sensibilidade à própria insulina.

A sinergia entre os dois tratamentos apresentou benefícios que foram além da balança:

Apesar dos dados promissores, a comunidade médica faz um alerta crucial: a terapia combinada exige critérios rigorosos de indicação. Tanto o Mounjaro quanto a reposição hormonal possuem contraindicações específicas — como histórico de eventos cardiovasculares, trombose ou predisposição a certos tipos de câncer dependentes de hormônios. O acompanhamento individualizado com endocrinologistas e ginecologistas continua sendo indispensável para avaliar a segurança de cada paciente.

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