Morte de jornalista acende alerta: especialistas explicam causas de convulsões e primeiros socorros
A investigação da morte do jornalista Caíque Verli reacendeu o alerta sobre o manejo de crises convulsivas. Especialistas explicam as causas do "curto-circuito" cerebral, esclarecem que nem toda convulsão é
Investigação sobre a morte do repórter da TV Gazeta aponta para possível crise de saúde; neurologistas explicam que o sintoma funciona como um “curto-circuito” cerebral e nem sempre está associado à epilepsia.
Por g1 – Publicado em 23/07/2026 – 15:22
A morte do jornalista e repórter Caíque Verli, de 33 anos, da TV Gazeta (afiliada da TV Globo no Espírito Santo), acendeu o debate sobre os riscos e o manejo de crises convulsivas. A Polícia Civil capixaba investiga se o óbito foi decorrente de um episódio de saúde relacionado ao seu histórico de convulsões recentes, condição para a qual o repórter havia iniciado tratamento e investigação médica nos últimos meses.
Especialistas reforçam que a convulsão é um sintoma de alteração cerebral e não uma doença isolada. Reconhecer os sinais de uma crise e saber como prestar socorro imediato são passos fundamentais para evitar acidentes graves, sufocamento e lesões traumáticas.
O que acontece no cérebro durante a crise?
A convulsão ocorre quando o cérebro sofre uma descarga elétrica anormal, excessiva e desordenada entre os neurônios — fenômeno comparado por neurologistas a um “curto-circuito”.
Na chamada crise tônico-clônica generalizada (o tipo mais comum e visível), o paciente perde subitamente a consciência, desaba no chão e passa por uma fase de rigidez muscular seguida de tremores e abalos involuntários nos braços e pernas.
Sinais mais frequentes durante a crise:
- Perda de consciência e queda súbita;
- Olhos revirados ou olhar fixo;
- Salivação excessiva e mordida na língua;
- Perda involuntária de urina ou fezes;
- Confusão mental e sonolência profunda após o episódio.
Convulsão não é sinônimo de epilepsia
Enquanto a epilepsia se caracteriza pela repetição crônica de crises, uma convulsão isolada pode ser disparada por diversos fatores sintomáticos agudos. Entre as causas mais frequentes estão traumatismos cranianos, acidentes vasculares cerebrais (AVC), infecções (como meningite), tumores, hipoglicemia severa, falta de oxigênio ou reação a medicamentos e substâncias.
| Tipo de Manifestação | Principais Características |
| Crise Generalizada | Perda de consciência, rigidez do corpo, tremores e sonolência pós-crise. |
| Crise Focal | O paciente pode continuar consciente, apresentando apenas espasmos em um membro ou alteração comportamental. |
Como agir e prestar primeiros socorros
Em episódios de convulsão, a principal meta de quem assiste é proteger a vítima de traumas físicos enquanto a atividade cerebral se reestabelece.
- Proteja a cabeça: Coloque algo macio (como um casaco dobrado) sob a cabeça da pessoa para evitar impacto contra o chão.
- Lateralize o corpo: Vire o paciente suavemente de lado para evitar que ele se engasgue com a própria saliva ou vômito.
- Afaste objetos perigosos: Retire itens afiados, móveis ou vidros das proximidades.
- NUNCA coloque a mão ou objetos na boca: Ao contrário do mito popular, a língua não enrola. Tentar colocar colheres, panos ou os dedos dentro da boca do paciente pode provocar fraturas graves na mandíbula e sufocamento.
- Cronometre o tempo: Se a crise durar mais do que 5 minutos, ou se a pessoa emendar uma crise na outra sem recuperar a consciência, chame o SAMU (192) imediatamente.
Leia mais 📲https://revistasaudeemforma.com.br/