Ministério da Saúde e Unicef oferecem escuta em saúde mental para pessoas de 13 a 24 anos pelo Meu SUS Digital

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Serviço gratuito voltado para pessoas de 13 a 24 anos surge de parceria com o Unicef; atendimento utiliza Inteligência Artificial para priorizar casos de maior risco

Por Paula Laboissière — Repórter da Agência Brasil — Publicado em 31/07/2026 às 15:35 – Foto: Tânia Rêgo

A plataforma Pode Falar, canal especializado em acolhimento, escuta qualificada e orientação em saúde mental para adolescentes e jovens de 13 a 24 anos, já está disponível diretamente no aplicativo Meu SUS Digital (compatível com Android e iOS).

Desenvolvida em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a iniciativa visa fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e reduzir as barreiras de acesso ao suporte emocional. Atualmente, o serviço realiza cerca de 1,1 mil atendimentos por mês, mas a expectativa do Ministério da Saúde é atingir a marca de 11 mil atendimentos mensais com a integração ao aplicativo oficial do SUS.

“A plataforma oferece um espaço seguro de escuta e orientação e contribui para reduzir barreiras de acesso, especialmente entre pessoas que ainda não procuraram atendimento presencial”, informou o Ministério da Saúde em nota.

Como funciona o atendimento no aplicativo

Para utilizar o serviço, o cidadão deve acessar a seção de miniaplicativos dentro do Meu SUS Digital e selecionar a opção “Pode Falar”. O canal opera de segunda a sábado, das 8h às 22h (horário de Brasília), garantindo a opção de atendimento anônimo.

A jornada do usuário inclui as seguintes etapas:

Os teleatendimentos são conduzidos por estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de medicina, psicologia e educação, supervisionados continuamente por professores capacitados.

Rede presencial do SUS segue como referência

O Ministério da Saúde ressalta que o Pode Falar atua como uma ferramenta complementar de acolhimento inicial, mas não substitui o acompanhamento presencial em casos graves ou contínuos.

Se o sofrimento psíquico for persistente, prejudicar as rotinas de estudo ou trabalho, ou em cenários de crise iminente, o jovem deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. A partir da atenção primária, o paciente é encaminhado aos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) ou a unidades de atenção especializada dentro da rede pública.

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