Com incidência crescente, tumores cerebrais exigem atenção a dores de cabeça persistentes e mudanças de comportamento; glioblastoma é a forma mais agressiva
Por Oncoclínicas&Co – Publicado em 15/05/2026 às 11:04 – Foto – Reprodução / Magnific
O mês de maio ganha o tom cinza para lançar luz sobre uma das condições mais complexas da medicina: os tumores cerebrais. O movimento Maio Cinza busca desmistificar a doença e alertar a população sobre a importância de identificar precocemente os sintomas do câncer no Sistema Nervoso Central (SNC).
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar mais de 12 mil novos casos anuais de tumores no SNC entre 2026 e 2028. Embora menos frequentes que o câncer de mama ou próstata, esses tumores estão entre os mais letais, especialmente o glioblastoma, que apresenta baixa taxa de sobrevivência em cinco anos.
Sinais de Alerta: Quando Investigar?
Diferente de outras neoplasias, o câncer cerebral apresenta sintomas que variam conforme a localização do tumor. O oncologista Flávio Brandão, da Oncoclínicas, reforça que sinais persistentes não devem ser ignorados:
- Dores de cabeça intensas: Especialmente ao acordar ou ao se deitar;
- Convulsões: Em pessoas que nunca tiveram histórico anterior;
- Náuseas e vômitos: Sem causa digestiva aparente;
- Alterações sensoriais: Perda de visão, audição, fala ou equilíbrio;
- Mudanças cognitivas: Perda de memória, confusão mental ou alterações súbitas de comportamento;
- Fraqueza muscular: Geralmente concentrada em apenas um lado do corpo.
“Como muitos desses sinais podem ser confundidos com outras doenças neurológicas, o diagnóstico muitas vezes é tardio”, explica o especialista.
Diagnóstico e Tratamento
A tecnologia de imagem é a principal aliada na descoberta da doença. A Ressonância Magnética é o exame preferencial para detalhar a lesão. Uma vez confirmado, o tratamento costuma ser multidisciplinar:
- Cirurgia: Sempre que possível, busca a remoção máxima do tumor preservando funções vitais.
- Radioterapia e Quimioterapia: Utilizadas como complemento ou quando a cirurgia não é viável.
- Reabilitação: Fisioterapia e fonoaudiologia são essenciais para que o paciente recupere funções perdidas durante o tratamento.
Fatores de Risco
Embora a maioria dos casos não tenha causa evitável, fatores como exposição à radiação ionizante, síndromes genéticas hereditárias (como a de Li-Fraumeni) e imunossupressão podem elevar os riscos. O histórico familiar é um ponto de atenção importante para o acompanhamento preventivo.
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