Garganta irritada? O culpado pode ser o refluxo silencioso e não uma alergia

Diferente do refluxo clássico, a condição laringofaríngea pode não apresentar queimação, manifestando-se através de rouquidão e sensação de “bola na garganta”

Por Redação – Publicado em 14/05/2026 às 14:15

Uma irritação persistente na garganta, acompanhada de tosse seca ou daquela sensação incômoda de algo “preso” que não sobe nem desce. Embora muitos associem esses sintomas a alergias ou resfriados, o diagnóstico pode estar no sistema digestivo: o refluxo laringofaríngeo.

De acordo com a Dra. Danielle Aguiar, otorrinolaringologista do HOPE (Hospital de Olhos de Pernambuco), a condição ocorre quando o conteúdo gástrico sobe além do esôfago e atinge a laringe e a faringe. Como essas estruturas não possuem proteção contra a acidez, a mucosa reage com inflamação imediata.

Os Sintomas do “Refluxo Silencioso”

Diferente do refluxo gastroesofágico comum, que gera a famosa azia e queimação no peito, o tipo laringofaríngeo é muitas vezes chamado de “silencioso” por apresentar sinais atípicos:

Fatores de Risco e Estilo de Vida

A especialista destaca que os hábitos modernos são os principais vilões. “Comer rápido, sem atenção e consumir excesso de produtos industrializados dificulta a digestão”, alerta a Dra. Danielle. Outros fatores incluem:

Diagnóstico e Tratamento

A identificação do problema começa com a história clínica e pode incluir o exame de nasofibrolaringoscopia, que permite visualizar inchaços ou alterações de coloração na laringe. Em alguns casos, o acompanhamento conjunto com um gastroenterologista é necessário para realizar endoscopias e investigar causas estruturais, como hérnias.

Dicas para prevenir e controlar:

  1. Ajuste alimentar: Reduzir ultraprocessados, frituras e gorduras.
  2. Fracionamento: Comer porções menores mais vezes ao dia.
  3. Higiene do sono: Evitar deitar-se imediatamente após as refeições.
  4. Acompanhamento profissional: O auxílio de um nutricionista é fundamental para reprogramar o comportamento alimentar sem medicamentos desnecessários.

“Se estiver relacionado apenas aos hábitos, é possível controlar e até eliminar com as mudanças corretas”, conclui a médica.

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